•A Umbanda tem Fundamento e é COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO. Umbanda é bo

•A Umbanda tem Fundamento e é COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO. Umbanda é bo
•A UMBANDA TEM FUNDAMENTO E É COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO.
Obrigado, meu Deus, pela fé que me sustenta, Pelos amigos que fiz E continuo fazendo. Obrigado, meu Deus, Pelas bençãos de Ogum, Pela proteção de Iemanjá, pelo amor de Oxum. Obrigado, meu Deus, Pela força de Iansã, Pela retidão de Xangô, Pelo colo de Nanã. Obrigado, meu Deus, Pelo equilíbrio de Oxosse, Pelas curas de Omulu, pelas cores de Oxumarê. Obrigado, meu Deus, Pelas folhas de Ossãe, Pelas Crianças que enchem de alegria nossos Terreiros, Pela amizade dos Boiadeiros. Obrigado meu Deus, Pela humildade dos Pretos-Velhos, Pelas Almas Santas e Benditas, Pela cumplicidade de Exu e Pomba Gira. Obrigado, meu Deus, por fazer de mim um instrumento da Tua vitória. Até aqui o Senhor me ajudou! Deus salve a Umbanda!
Ney Rodrigues

RADIO C.E.A.B.

domingo, 5 de julho de 2015

Eu, Dirigente Espiritual.

O Dirigente Espiritual possui vários termos sinônimos, tais quais: Pai ou Mãe de Santo, Chefe-de-Terreiro, Cacique, Zelador, Sacerdote, Babalaô, etc. É uma figura de extrema importância dentro do ritual de Umbanda, por dar abertura e tocar os rituais, assim como suas entidades, que são as dirigentes espirituais do lado Astral.

Uma posição dessas faz com que a cobiça pelo cargo seja grande, podendo ocorrer o oposto, ou seja, um medo desmedido a ponto de se negar que um dia poderá se ocupar aquela posição. Contudo, o que mais ando presenciando são os novos Pais-de-Santo imbuídos de poder por uma entidade milenar chamada: VAIDADE.
Eu estou sempre reforçando o fato da Umbanda ser algo sério, inclusive repetindo exaustivamente a célebre frase do Caboclo Mirim:
“Umbanda é coisa séria, para gente séria!”
Porém, existem muitos aventureiros dentro das linhas umbandistas a se formar. Com o advento dos cursos de sacerdócio – o que em sua concepção original era uma ideia fantástica – percebemos a proliferação de mentais desequilibrados em suas paixões inferiores se auto-denominando Pais-de-Santo, ou pior, Sacerdotes.
Veja bem, já explorei esse tema no artigo O Sacerdócio é um chamado, não é festa, mas tenho que voltar a tratar do assunto, pois vejo séquitos fanáticos sendo arraigados por pessoas inescrupulosas ou iludidas.
Achar-se Pai-de-Santo, não o torna um. A responsabilidade de manter um terreiro, de guiar os filhos de fé – que geralmente estão perdidos – e ainda possuir capacidade para manter todos em uma vibração harmoniosa é para poucos que conseguem sobrepujar suas paixões inferiores.
Ter como meta de vida um cargo espiritual para se achar melhor que o próximo é tão errado quanto o que os pastores evangélicos neo pentecostais fazem nos púlpitos. Costumamos criticá-los tanto, porém estão fazendo o mesmo dentro da Umbanda, inclusive criaram o dízimo umbandista fantasiado de curso de desenvolvimento sem fim. Começam a chamar toda sorte de entidades para incorporar nos médiuns, mas nem sequer se dão ao trabalho de ter um contato pormenorizado com os mesmos. Não sabem quais são suas fragilidades, seus desvios de conduta e nem as suas inseguranças e perguntas. Não há a relação Pai e Filho (olha o peso das palavras).
Pior ainda quando o Pai-de-Santo não tem sequer experiência. A pessoa entra em um curso de desenvolvimento e se desenvolve muito precariamente, pois o seu formador também não teve o zelo necessário para prepará-lo e para apaziguar suas dúvidas e inquietações. Após o curso introdutório, nem sequer passar pelo processo de atendimento (por tempo indeterminado) dentro do terreiro, ou seja, entram em um curso de sacerdócio e pronto! Mais um Pai-de-Santo enlatado saindo!
É de extrema importância compreender que a escolha de um dirigente é feita pela ESPIRITUALIDADE. Essa escolha é muito clara, não vem em sonhos, em inspirações ou em intuições. Tampouco vêm no “me disseram que eu deveria fazer…”. Ela vem claramente como um soco no estômago! Você simplesmente saberá que está comprometido com a espiritualidade e seu PAI irá te indicar isso, terá cuidado na sua formação e não te colocará dentro de um curso com dezenas de outros “Pais-de-Santos-wannnabes”. Após você ser escolhido, ainda passará pela confirmação do compromisso de suas entidades. Então as coisas começaram a ser desenvolvidas por anos e não apenas em poucos meses.
O mais importante de tudo não são as iniciações, trabalhos, oferendas, passagens de bastão e afins. O mais importante de uma preparação sacerdotal é a caridade, a condolência, o emprego do amor, a reforma íntima e a prestação de serviços dentro do terreiro. Não pode se tornar Pai-de-Santo quem nunca se dispôs a limpar o terreiro depois da gira.
Dessa forma, torna-se crucial a preparação através do aprendizado prático. Não existe nada que o possa substituir. Um sacerdócio teórico é bom apenas para acumular informação, porém sem colocá-lo em prática, de nada vale. Por isso que médiuns novatos não podem ser “consagrados” Pais-de-Santo assim de qualquer jeito. Ele precisa passar pela experiência da consulta, de entender as dificuldades das pessoas que irão passar com ele, de saber resolver um possível caso de “possessão de kiumbas”, encaminhamento de eguns, trazer conforto para o coração de uma pessoa inquieta, apaziguar ânimos e muito mais.  Para isso, vão-se anos!
Então se você está lendo isso e torcendo o nariz, possivelmente está se enquadrando no texto. Não tenha pressa para se tornar algo que não é determinado para você. Não se brinca com a espiritualidade. Lembre-se que acima de tudo a Umbanda prega a Caridade, a Simplicidade e a Humildade. Então seja a Umbanda!
Por · 02/07/2015

sábado, 20 de junho de 2015

PARA REFLETIR "Porque você está na Umbanda?"


Porque você está na Umbanda?
"Estou na Umbanda porque estou doente" - Saia da Umbanda irmão! A Umbanda não vende curas, procure um hospital.
"Estou na Umbanda porque é minha missão" - Saia da Umbanda irmão! A Umbanda assim como a espiritualidade respeita o livre arbítrio, não se sinta obrigado a nada.
"Estou na Umbanda porque estou desempregado" - Saia da Umbanda irmão! A Umbanda não vende promessas de prosperidade, pois o ganho material nada soma à espiritualidade, procure uma agência de empregos.
"Estou na Umbanda porque minhas entidades fecharam meus caminhos" - Saia da Umbanda irmão! Entidade de Umbanda que trabalha na luz não fecha o caminho de ninguém, muito menos de seu aparelho de ação, aceite suas imperfeições!
"Estou na Umbanda porque tenho mediunidade forte" - Saia da Umbanda irmão! A Umbanda não é competição do mais forte ou fraco, mediunidade não tem medida, o que te motiva é a simples vaidade e cegueira por poder. Procure um circo!
"Estou na Umbanda porque tenho karma" - Saia da Umbanda irmão! A Umbanda não lhe dará quitação kármica, quem faz isso são suas ações fora da Umbanda. Procure um voluntariado, orfanato, asilo, enfim, uma forma de ajudar que terá mais êxito.
"Estou na Umbanda porque pessoas precisam de minha ajuda" - Saia da Umbanda irmão! Você é apenas mais um médium, você não tem poderes mágicos, na Umbanda só existem tarefeiros e trabalhadores. Você está motivado pelo deslumbramento não pela caridade.
"Estou na Umbanda porque quero prestar a caridade" - Saia da Umbanda. Quem presta a caridade não é você e sim os seus guias através da sua mediunidade. Você é um INSTRUMENTO DA CARIDADE DIVINA.
"Estou na Umbanda em busca de autoconhecimento, de entendimento da minha missão na TERRA enquanto encarnado e usar minha mediunidade em prol do meu progresso e dos que necessitam" - Fique na Umbanda.
A mediunidade é uma bênção a quem a recebe e a quem se beneficia dela.

O SACERDÓCIO NA UMBANDA . "Na Umbanda o sacerdócio é uma missão, e não uma diversão ."




Sacerdócio não é ter um comportamento que concorda com tudo para ser simpático, ser um sacerdote não é ter olhos azuis para preencher um padrão de beleza, é ter um olhar que educa, adverte, é ter um olhar sem compromisso de agradar.
Ser um sacerdote, não é ser bonzinho, não é ser aquela pessoa de um sorriso fácil, ser um sacerdote é compactuar com o acerto, é o manifestar distancia do não aceitável, é a condição de ter autoridade para opinar.
Ser um sacerdote é ter a coragem de dizer à palavra que não quer ser ouvida, é ter a personalidade fundamentada na fé, é ter a humildade para voltar a trás, é ter a força para seguir em frente.
Ser um sacerdote é divergir dos equivocados, é aplaudir os que encontraram o caminho, é se sentir muito bem acompanhado mesmo estando sozinho.
Um sacerdote é fiel a tudo que ele acredita, não busca aplausos e nem recompensa financeira, ser um sacerdote é se tornar exemplo mesmo sem saber que seus gestos são imitados, ser um sacerdote é ter um comportamento comum, é ser um reflexo da sua fé.
Ser um sacerdote é ser um exemplo diferente de tudo que é exposto, ser um sacerdote é ter a coragem e não ceder a um impulso, é seguir normas, é atender o lamento não proferido, é entender o gesto contido, é se antecipar ao anseio do sofrido.
Ser um sacerdote é acreditar que vai dar certo, pelo simples prazer da fé, ser um sacerdote é representar uma religião, mesmo nos momentos que você não é um religioso, ser um sacerdote é querer a verdade, é ter princípios, é acreditar no que você não vê, com a certeza que existe, é ver o diferente com os olhos iguais, é acreditar que o seu existir é a sua fé.
Ser um sacerdote é viver a vida sem ambição monetária, é a convicção da razão do seu existir.
Um sacerdote é aquele que aceita o seu destino, sem questionar as forças que o mantém vivo, é ser um instrumento, é produzir um som em harmonia com o universo, é ter a natureza como inspiração é ter o amor como combustível é ver em um irmão uma extensão do Criador.
Ser um sacerdote não é escolher o caminho, é aceitar ser escolhido, ser um sacerdote, é abrir mão do bem estar, é estar bem sem estar, é estar disposto a ajudar.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A Mediunidade é uma Missão?




Salve, Amigos na Luz.
Uma pessoa me perguntou: Tem algum pré-requisito para reencarnar como Médium?
Um médium, na maioria das vezes, vem em uma família que tem sensibilidade mediúnica (desenvolvida ou não), pois, deste modo, geneticamente, seu corpo físico teria melhores condições para se desenvolver na encarnação atual dentro destas mesmas características de sensibilidade do Corpo Emocional.
O médium de missão no plano espiritual foi aconselhado ou optou, dependendo do nível que o ser tenha, por vivenciar um processo no qual usaria sua capacidade mediúnica como instrumento da lei maior e da justiça divina para ajudar ao próximo, dentro do merecimento de cada um e assim, ao exercer esta tarefa, desgastar seu carma.
E importante lembrarmos que a missão daqueles que reencarnam como médiuns não e melhor ou pior que qualquer outra missão.
Exemplo, uma pessoa que veio com missão para ser medico, e neste caminho ajudar o próximo também, esta pessoa pode vir dentro de uma família que o ajudará no caminho que ele escolheu no plano espiritual, características estas que podem ser: material (família com condição financeira), genéticas (ter uma destreza nas mãos para ser um cirurgião ou ter uma capacidade intelectual fora da media), etc.
De uma forma ou outra, o universo dá à pessoa condição para que ela possa, com sua força de vontade e livre arbítrio, realizar a missão que assumiu no plano espiritual.
Ainda no plano espiritual, já existe a sintonização vibracional dos seres com suas entidades, que se prepararam para nesta vivência, serem seus mentores diretos.
E se durante sua encarnação, dentro de seu livre arbítrio, a pessoa não busca o caminho da mediunidade, a evolução direciona as entidades (mentores) que trabalhariam com aquele médium para outro com frequência especifica condizente a missão das entidades (mentores).
E ai, acontece o maior problema, pois aquela pessoa que veio para vivenciar uma encarnação como médium traz um corpo físico que gera energias especificas para doação, sua genética: voltada a recuperar energias muito rapidamente (Trabalho em nível de corpo emocional), com sensibilidade aumentada na pineal, geração de ectoplasma de forma superlativa, etc.
Esta pessoa que se fecha para o caminho mediúnico ou qualquer outro caminho que possa permitir a doação ou o emprego destes níveis de energia acaba represando-a. Como esta energia não flui, assim como ela, a pessoa ficara estagnada, sua vida também não fluirá.
Dai que alguns, com falta de conhecimento dizem: “Suas entidades estão fazendo sua vida ir para trás.”, o que e algo descabido, pois seres de Luz não fariam isso a ninguém, muito menos para o Médium que vem numa jornada espiritual. Eles respeitam o livre arbítrio.
Algumas pessoas podem perguntar: por que Deus permite que este travamento aconteça?
Ele criou estas possibilidades, estes processos, para que as pessoas sejam de uma forma ou de outra, levadas para o aprendizado necessário no caminho de sua evolução.
Lembrando sempre a máxima: “O Aprendizado vem Pelo Amor ou pela Dor”
Eu ainda completaria, também pelo Conhecimento.
Que Deus abençoe a todos que necessitam do caminho da mediunidade para ajudar ao próximo e a si mesmo.
Paz e Luz em sua jornada de autoconhecimento.
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Eterno Aprendiz Espiritual (Facebook e Blogspot)
O encontro com o Criador que existe em cada um de nós
http://eternoaprendizespiritual.blogspot.com.br/

OS 9 PONTOS CENTRAIS DA FÉ UMBANDISTA







Ao contrário do que muitos pensam, a diversidade do universo umbandista permite um mínimo de unidade doutrinária, de ritos, usos e costumes uniformes que caracterizam a maioria das práticas umbandistas. Pode-se afirmar, sem exclusões traumáticas, que isso ocorre ao natural na maior parte dos centros por este Brasil afora, cada dia se fortalecendo mais, desde o advento histórico do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Ei-las, como já havíamos ditado em outra obra:

1- A umbanda crê em um Ser Supremo, o Deus único, criador de todas as religiões monoteístas. Os sete orixás são emanações da Divindade, como todos os seres criados.

2 - O propósito maior dos seres criados é a evolução, o progresso rumo à Luz Divina. Isso se efetiva pelas vidas sucessivas: a Lei da Reencarnação, o caminho do aperfeiçoamento.

3 - Existe uma Lei de Justiça universal, que determina a cada um colher o fruto de suas ações, conhecida como Lei do Carma.

4 - A umbanda se rege pela Lei da Fraternidade Universal: todos os seres são irmãos por terem a mesma origem, e devemos fazer a cada um aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós.

5 - A umbanda possui identidade própria e não se confunde com outras religiões ou cultos, embora a todos respeite fraternalmente, partilhando alguns princípios com muitos deles.

6 - A umbanda está a serviço da Lei Divina e só visa ao bem. Qualquer ação que não respeite o livro-arbítrio das criaturas, que implique em malefício ou prejuízo de alguém ou se utilize de magia negativa, não é umbanda.

7 - A umbanda não realiza em qualquer hipótese o sacrifício ritualístico de animais nem utiliza quaisquer elementos destes em ritos, oferendas ou trabalhos.

8 - A umbanda não preconiza a colocação de despachos ou oferendas em esquinas urbanas, e sua reverência às forças da natureza implica preservação e respeito a todos os ambientes naturais da Terra.

9 - Todo o serviço da umbanda é de caridade, jamais cobrando ou aceitando retribuição de qualquer espécie por atendimentos, consultas ou trabalhos. Quem cobra por serviço espiritual não é umbandista.

FONTE: “A Missão da Umbanda”, Espírito Ramatís, p. 69-70

OS TRÊS OBSESSORES

Um homem chegou a um Terreiro de Umbanda muito desconfiado de que estava com vários obsessores. Ele contou sua história para Preto Velho que prestava a caridade no centro. Revelou sua crença de que os obsessores haviam convencido sua esposa a terminar com ele. Revelou que os obsessores estavam travando sua vida e que ele não conseguia mais seguir em frente pois estava sentindo muito medo. Revelou também que não queria mudar, pois sua vida estava confortável do jeito que estava, e que os obsessores estavam fazendo de tudo para desestabiliza-lo.
O Preto Velho, dentro de sua humilde sabedoria, resolveu" iniciar os trabalhos". Fechou os olhos e ficou alguns minutos concentrado para fazer a "desobsessão". Depois abriu os olhos, olhou para o homem e disse:
– Filho de fato, há três obsessores com você, mas eles são muito poderosos e não posso tira-los.
O homem ficou com medo e pensou que estava arruinado, pois se nem o Preto Velho conseguia tira-los, sua vida seria arrasada pelos espíritos negativos. “Quem são esses obsessores?” perguntou o homem. O Preto Velho  respondeu:
– São três os seus obsessores:
– O primeiro obsessor é o apego. Sim, o apego que você tem em relação a sua esposa. Ela já terminou com você e mesmo assim você fica insistindo num casamento que já deu claros sinais de término. O apego é um grande obsessor, um dos maiores dos seres humanos.
– O segundo obsessor é o medo. Esse é um obsessor fortíssimo, pois paralisa a vida de filhos e não os deixa caminhar. É outro grande obsessor do ser humano.
– O terceiro obsessor que está em você é a acomodação. Sim, a acomodação vem da preguiça ou de uma fuga dos problemas, e a acomodação os faz estagnar, parar e até mesmo morrer por dentro. Uma pessoa acomodada costuma abdicar de suas forças para lutar e fica presa dentro do próprio conformismo que criou.
– Esses são os seus três obsessores. Eles não são espíritos e não há


nenhum desencarnado com você. Esses e outros obsessores vivem no coração do ser humano, e somente ele pode dissolve-los para sempre. Se vier algum espírito sombrio, ele só poderá agir em você ativando alguns desses obsessores internos. Por isso que eu disse que nada posso fazer para remove-los, pois somente você é capaz de gerar essa transformação em ti mesmo.
Quais são seus maiores obsessores? Não importa quais sejam. Você pode vence-los através da libertação e do despertar espiritual.

A "Escola da Vida", fundada pelo Caboclo Mirim e sua ritualistica >

ALGUNS MÉDIUNS DEVERIAM LER, RELER TODOS OS DIAS, QUEM SABE ASSIM CONSEGUIRIAM ASSIMILAR AOS POUCOS O QUE REALMENTE SIGNIFICA A RITUALÍSTICA ESCOLÁSTICA DO CABOCLO MIRIM.
Ritualística
A "Escola da Vida", fundada pelo Caboclo Mirim, possui uma ritualística diferente das conhecidas. De acordo com os seus ensinamentos, há iniciados do Primeiro ao Sétimo grau de iniciação. Estes graus são atribuídos aos médiuns e não às Entidades. Estes graus estão classificados em tupi-guarani, desta forma:
Bojá-mirim - 1º grau: Médiuns iniciantes. Estes médiuns estão em desenvolvimento e devem procurar ensinamentos com os médiuns dos demais graus superiores e se aperfeiçoarem moralmente, evitando vícios de todas as espécies e desequilíbrios de qualquer ordem. Devem, ainda, estar firmes em seus propósitos de desenvolvimento, evitando que sugestões de espíritos inferiores cheguem às suas mentes em forma de sensação, pois os espíritos inferiores não gostam de iniciantes que se propõem a um desenvolvimento mediúnico sério para futuramente desfazerem os trabalhos de magia negra que estes espíritos inferiores teriam feito.
Bojá - 2º grau: Médiuns de Banco. São os responsáveis pelo descarrego de energias negativas e pela doação de fluido vital para os espíritos necessitados que passarem pelo seu corpo durante uma sessão de caridade espiritual. Estes médiuns, assim como os iniciantes, devem estar atentos aos pensamentos de desestímulo em relação à continuidade de seu caminho na Umbanda, evitando assim que espíritos inferiores atrapalhem sua caminhada. Devem ser assíduos, estando na sua tenda sempre que possível para prestarem sua caridade.
Bojá-Guaçu - 3º grau: Médiuns de Terreiro. São médiuns passistas. Este grau é uma grande mudança em relação às responsabilidades do médium no Terreiro, pois o médium deve saber aplicar um passe, a forma ideal de aplicá-lo, e os devidos resguardos antes da sessão.
Abaré-mirim - 4º grau: Sub-chefes de Terreiro. São médiuns que, além de já estarem firmes no passe e com conhecimento suficiente sobre a dinâmica das sessões e passarão a tomar conta do terreiro, orientando os médiuns de graus anteriores.
Abaré - 5º grau: Chefes de Terreiro. São médiuns que devem orientar os médiuns de graus anteriores sobre como proceder nos passes. Além disso, é neste grau que se inicia a trajetória do médium para consultas espirituais. Adicionalmente, médiuns deste grau já devem ter responsabilidades com os demais médiuns de graus anteriores durante as sessões e giras, orientando-os sempre que necessário.
Abaré-Guaçu - 6º grau: Sub-comandante chefe de terreiro. São médiuns que estão se preparando para Escola de Comando. Devem focar em obter experiência da ritualística dos trabalhos espirituais e se preparar para aprender a comandar sessões.
Morubixaba - 7º grau: Comandante chefe de terreiro. São os médiuns comandantes de terreiro. São os dirigentes de sessão e devem orientar todos os demais graus.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CUIDADO COM A MEMÓRIA DE SUA CASA

O padrão vibratório de uma casa tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores. Tudo o que pensamos e fazemos, as escolhas, os sentimentos, sejam bons ou ruins, são energias. O resultado reflete nos ambientes, pessoas e situações.

O corpo é nossa primeira morada e nossa casa, sua extensão. É ela que nos acolhe, protege e guarda nossa história. Da mesma forma que limpamos, nutrimos e cuidamos da vibração de nosso corpo, devemos estender esses cuidados e carinhos ao lar. Mais que escolher o imóvel e enfeitá-lo com móveis e objetos - muitas vezes guiados apenas por modismos ou pura praticidade -, a elaboração da atmosfera de um ambiente é importante porque reflete a personalidade de seu dono, dando pistas sobre seus gostos, estilo de vida, história e sonhos.

Há quem acredite que, colocando cristais, sinos de vento, fontes, espelhos, instrumentos do feng shui, é possível atrair bons fluídos e equilíbrio para dentro de casa. Mas, é muito pouco, pois a personalidade de um ambiente vai além. Ela é conseguida dia após dia, não apenas com técnicas, mas com pequenos atos de carinho e com muita energia boa.

Além de atrair bons fluídos para nosso lar, temos todas as condições de criá-los no interior do próprio ambiente. O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente, criando o que se chama de egrégora.

Você, com certeza, já esteve em uma residência ou ambiente onde sentiu um profundo bem-estar e sensação de acolhimento, independente da beleza, luxo ou qualquer outro fator externo. Essa atmosfera gostosa, sem dúvida, era dada principalmente pelo estado de espírito positivo de seus moradores. Infelizmente, hoje em dia, é muito mais corriqueiro entrarmos em ambientes que nos oprimem ou nos dão a sensação de falta de paz e, às vezes, até de sujeira, mesmo que a casa esteja limpa. A vontade é ir embora rapidamente, ainda que sejamos bem tratados.

O que poucos sabem é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa têm memória e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores.

Por isso, quando pensar na saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé. Evite brigas e discussões desnecessárias. Observe seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão. Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho.

Não pense mal dos outros. Pragas, nem pensar! Selecione muito bem as pessoas que vão freqüentar sua casa. Festas, brindes e comemorações alegres são bem-vindas porque trazem alegria e muita energia, mas cuidado com os excessos. Nada de bebedeiras e muito menos uso de drogas, que atraem más energias.

Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração. Lembre-se que sua casa também pode estar contaminada.

Aprenda a fazer escolhas e determine o que quer para sua vida e ambiente onde mora. Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, beleza já estão bons para começar, não é mesmo? Reflita sobre como você vive em sua casa, no que pensa, como anda seu humor e reclamações do seu dia-a-dia. Tudo isto interfere no seu astral.

Franco Guizzetti

terça-feira, 4 de junho de 2013

Reencarnação


Reencarnação

A reencarnação é um processo complexo. Suas variáveis decorrem do nível espiritual de cada um, levando em conta as necessidades de aprendizagem não só do espírito que volta, mas também das pessoas com as quais ele irá conviver nesse período. Quando o espírito possui mais conhecimento, pode ajudar a programar sua próxima encarnação – mas sempre com a supervisão dos espíritos superior...es.
Algumas vezes, ele pretende desenvolver algum lado seu que esteja dificultando seu progresso. Então, lhe é facultado reencarnar no meio de pessoas comas quais nunca tenha se relacionado antes, a fim de trocar conhecimento. Ao reencarnar, o espírito sabe que esquecerá do passado e sente-se inseguro com isso. Natural que queira ter, como pais, pessoas amigas de outras vidas, figuras nas quais confia. Mas é bom saber que isso só será possível se elas aceitarem a responsabilidade e se essa união favorecer o processo.
Reencarnar com pessoas com as quais o espírito tem afinidade é sempre muito bom, pois permite que, juntos, eles possam apoiar-se mutuamente e progredir. Tal oportunidade não é concedida a espírito que tenha prejudicado pessoas ou criado inimizades em outras vidas. Em casos assim, a reencarnação é compulsória e quase sempre ele terá de conviver na mesma família, exatamente em meio às pessoas com as quais se desentendeu.
É uma chance que a vida oferece para que ele conheça um pouco melhor seus desafetos e modifique sua maneira de se relacionar com eles. Então, os laços de parentesco servem, a princípio, para suavizar o confronto. A mesma oportunidade é dada aos espíritos que, apesar de terem feito muitos inimigos no passado, se arrependem.
Sentem remorso e necessidade de reparar seus erros. Aí, recebem a chance de programar, com o auxílio dos mentores, a reencarnação junto dos seus inimigos. Portanto, há, ainda no astral, um trabalho de aproximação entre eles, feito pelos por espíritos superiores, para que se entendam e concordem em se relacionar de novo na Terra.
Às vezes, leva muito tempo para que eles aceitem e estejam prontos para essa nova encarnação. E, ainda assim, quando tudo está bem entre eles, podem surgir dificuldades práticas na concretização do projeto.
Em certos casos, a rejeição energética da futura mãe é tão grande que acaba se tornando uma gravidez de risco, que não chega a bom termo, sendo necessárias várias tentativas. Nesse caso, atuam também as energias do espírito reencarnante que, embora queira aproximar-se daquelas pessoas, reage instintivamente ao contato energético, que se torna insuportável para ele.
Pode acontecer que as pessoas com as quais o espírito se desentendeu no passado já a tenham perdoado - e aí elas estão livres, podendo seguir adiante sem precisar recebê-lo na família. Numa situação assim, pode reencarnar em meio a desconhecidos que precisem de ajuda. Ao ajudá-las, ele irá se libertar do remorso.
Quando o espírito progride, a noção da própria maldade lhe faz mal. Só poderá seguir adiante se conseguir livrar-se dela. Pois ninguém é vítima. Todos somos responsáveis pelas nossas escolhas. O respeito às leis cósmicas é fundamental para que nosso espírito prossiga na conquista do bem. Agir com inteligência é evitar sofrimento.

O Mentor ou Guia Espiritual

O Mentor ou Guia Espiritual  
 

Diferente do que muitos pensam o Mentor ou Guia Espiritual é, na maior parte das vezes, um espírito ainda em evolução, ou seja, imperfeito, mas que já alcançou um grau de pureza maior que seu pupilo, sendo por isso capaz de auxiliá-lo no caminho espiritual da atual encarnação. Isso não desmerece o seu trabalho, muito pelo contrário, já que deixa de utilizar se tempo livre para a própria evolução e o dedica a outro espírito.



1 - Mentores e Mestres
Um mentor não é igual a um Mestre, os Mestres não precisam mais encarnar, são perfeitos e possuem um grau de evolução muito superior aos mentores.
Alguns médiuns podem entrar em contato com os Mestres, que estão sempre dispostos a ajudar, bastando para isso elevar sua vibração. Esse contato é realizado, na maior parte das vezes, no plano mental, porque é muito sacrificante para um Mestre aparecer em corpo astral. Os médiuns não devem ficar preocupados ou com a mente fixa em entrar em contato com os Mestres, se um dia isso for permitido então acontecerá.
2 - O Mentor e Anjo da Guarda
O mentor também não é o mesmo que anjo da guarda, embora, não haja indícios que isso não possa acontecer, são papéis diferentes que um ou mais espíritos exercem durante a encarnação de um médium.
Todos possuem um espírito protetor, mesmo os que não são médiuns, até os sete anos de idade ele fica muito perto do seu tutelado, auxiliando na ambientação com o novo plano de vida e afastando (de acordo com os méritos do espírito reencarnante) os espíritos obsessores e adversários de vidas pregressas.
Foram muitas vezes pais, mães, amigos muito próximos que se predispõe a olhar de muito perto o espírito encarnado, aconselhando, fazendo o possível para auxiliar nos momentos difíceis e tentando afastar os espíritos obsessores que se aproximam. Contudo, é importante lembrar que a influência que esses abnegados irmãos podem exercer está diretamente ligada ao tipo de vida e esforço pessoal que o espírito realiza para se purificar, eles nada podem fazer por aqueles que fecham os ouvidos aos seus conselhos.
 
3 - A Tarefa do Mentor
O mentor é um espírito que se comprometeu com o trabalho espiritual do médium, dedicando parte do seu tempo para preparar o médium para sua tarefa, trabalhar ao seu lado e fazer o possível para protegê-lo do contato com as energias degradantes do astral inferior. Abaixo segue um trecho do livro Missionários da Luz – Chico Xavier, que fala um pouco sobre a tarefa dos mentores:
"Este irmão não é um simples aparelho. É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas. Necessita calar, para que outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam. Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes. Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos propósitos edificantes. Naturalmente, ele é responsável pela manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor cristão; todavia, precisamos cooperar no sentido de manter-lhe os estímulos de natureza exterior, porque se o companheiro não tem pão, nem paz relativa, se lhe falta assistência nas aquisições mais simples, não poderemos exigir-lhe a colaboração, redundante em sacrifício. Nossas responsabilidades, portanto, estão conjugadas nos mínimos detalhes da tarefa a cumprir.
...
Observe. Estamos diante do psicógrafo comum. Antes do trabalho a que se submete, neste momento, nossos auxiliares já lhe prepararam as possibilidades para que não se lhe perturbe a saúde física. A transmissão da mensagem não será simplesmente <tomar a mão>. Há processos intrincados, complexos."
O mentor e seu pupilo se comprometem com o trabalho espiritual antes da encarnação do médium e, diferente do que muitos acham, o médium não é obrigado a receber sua aptidão, ele que a solicita para saldar débitos contraídos em vidas anteriores e acelerar a sua evolução espiritual. O trecho abaixo, retirado do livro Missionários da Luz, fala sobre os compromissos assumidos entre médium e mentor:
"Assinalando a perfeita comunhão entre o mentor e a tutelada, indaguei por minha vez se uma associação daquela ordem não estaria vinculada a compromissos assumidos pelos médiuns, antes da reencarnação, ao que Áulus respondeu, prestimoso:
- Ah! sim, semelhantes serviços não se efetuam sem programa. O acaso é uma palavra inventada pelos homens para disfarçar o menor esforço. Gabriel e Ambrosina planejaram a experiência atual, muito antes que ela se envolvesse nos densos fluidos da vida física."
Podemos ter o envolvimento de outros espíritos (mentores, instrutores, auxiliares, médicos, etc) na tarefa executada pelo médium, tudo depende da sua missão, do objetivo que a espiritualidade maior traçou para sua atual encarnação..
Existem casos em que mais de um mentor está ligado ao médium, embora todos façam parte da mesma equipe e exista uma hierarquia, onde o chefe é o espírito mais puro e experiente.
O mentor então dedica parte do seu tempo para desde pequeno preparar o seu pupilo para o trabalho mediúnico. Não é incomum o médium lembrar vagamente de alguns ensinamentos recebidos durante o sono, mesmo quando criança.

4 - Aproximação e Afastamento do Mentor
Conforme o médium vai se aproximando da idade chave para início da sua tarefa espiritual o mentor atua de forma mais intensa, buscando levar o seu tutelado para uma casa onde ele possa receber os ensinamentos que serão à base de seu trabalho.
Como falamos em um tópico anterior o chamado do mentor é suave, se o médium se recusa a iniciar sua tarefa então ele se afasta para retornar no caso do médium desejar sinceramente iniciar seu trabalho espiritual. Sob o ponto de vista espiritual podemos traduzir isso como um afastamento vibratório, ou seja, o médium não consegue sintonizar na faixa vibratória do mentor, isso acontece pelo tipo de vida física, emocional e mental que ele leva.
O mentor então não tem outra opção além de se afastar para se aproximarem os que se afinizam com o grau vibratório do médium, os obsessores.
O afastamento do mentor por “quebra” de compromisso por parte do médium abre a janela que ele possui para o mundo espiritual, deixando-a desguarnecida, o caminho fica livre para a obsessão e vampirismo de espíritos do astral inferior. Copio abaixo um trecho do livro Dr. Fritz, o Médico e sua Missão:
"Por que muitas vezes os mentores se afastam?
Os mentores não se afastam. Os médiuns é que se afastam do trabalho, geralmente por conveniências materiais, ambição, vaidade, irresponsabilidade e acomodação. Muitos são até aliciados pelas futilidades do plano físico, falta de vontade e preguiça de estudar."
Narci Castro também fala sobre o afastamento dos mentores no livro Mediunidade e Médiuns:
"Porque o responsável pela abertura prematura do chakra - o mentor do médium ou seja, seu espírito protetor – se coloca como guardião do mesmo , impedindo que energias hostis o perturbem. Daí a necessidade imperiosa do médium não deixar de cumprir seu compromisso de se tornar intermediário para minorar o sofrimento dos que padecem sobre o efeito de obsessões. Pode-se entender, então, o sofrimento vivenciado pelo médium antes de começar sua tarefa mediúnica quando ele não responde prontamente ao chamado para tal. São muitos os casos, de nosso conhecimento, de severas perturbações, vivenciadas pelo médium, que podem provocar a sua passagem por tratamentos psiquiátricos."
Se o médium não procurar ajuda, a obsessão e vampirismo acabarão se tornando possessão, ficando cada vez mais difícil afastar o(s) obsessor(es).
O mentor acompanha o médium mais de perto, contudo, dependendo do trabalho que será exercido, outros espíritos podem fazer parte do grupo que o auxilia. Se um médium se vincula a um centro espírita ou templo de umbanda ele também recebe a proteção e auxílio da equipe espiritual da casa.
 
5 - Substituição do Mentor
O Mentor pode ser substituído durante o trabalho do médium, por vários motivos, entre eles podemos citar:
•  Necessidade do mentor encarnar.
•  O Mentor receberá uma nova incumbência espiritual e suas responsabilidades não permitirão o apoio necessário ao médium.
•  O Médium pode receber novas responsabilidades espirituais, como por exemplo se tornar responsável pelo centro.
• O Médium desperdiça as várias oportunidades de seguir o caminho espiritual, nesse caso o mentor pode receber novas responsabilidades e o médium recebe um novo mentor, que nesse caso se chama Obsessor.



6 - Umbanda
Na umbanda é muito comum o médium possuir vários guias, sejam eles caboclos, pretos velhos, crianças, exus, indianos, etc. Geralmente o espírito que se manifesta é o mais adequado para o tipo de trabalho realizado. O médium da Umbanda treinado incorpora (psicofonia) qualquer um dos seus guias.
Os médiuns da Umbanda tem um profundo respeito e amor pelos seus guias e os cantos que realizam são formas de “firmar” sua ligação, é uma forma de "puxar" o guia. Todo o trabalho realizado com as energias da natureza pelos pretos velhos e caboclos é muito bonito e pode ser sentido pelas pessoas mais sensíveis. É importante lembrar mais uma vez que na Umbanda não existe morte de animais, somente plantas são utilizadas.


7 - Cuidados com a Idolatria
Todo médium deve saber a diferença entre respeito e carinho da idolatria, o mentor é um espírito ainda em evolução, não alcançou a perfeita ligação com Deus, como os Anjos e Mestres, por isso todo ensinamento, intuição, informação, etc, que o médium ache que foi passada pelo mentor deve sempre passar pelo crivo de sua razão, pois o responsável pelo ato é o médium.
Allan Kardec fala sobre isso diversas vezes no Livro dos Médiuns, ressaltando sempre a importância de analisar o conteúdo das informações passadas e escutar opiniões de outros médiuns, assumindo sempre uma posição de humildade, assim ele evitará a fascinação que pode ser exercida por espíritos obsessores.
Mesmo médiuns experientes podem ser vítimas da fascinação, por isso devem estar sempre alertas, assumindo uma postura de humildade.

3 - Encontrando o Lugar para Frequentar

Fechando esse tópico falamos sobre um assunto que preocupa alguns médiuns - a casa que deve frequentar.
Existem médiuns que não têm perfeita sintonia com local onde se encontram, diferente do que muitos acham isso não é problema da casa ou do médium, muitas vezes aquele não é o lugar do médium e essa sensação (em alguns casos) é um aconselhamento para buscar um novo local.
Cuidado para não generalizar essa informação, somente depois de algum tempo frequentando um centro você consegue ter uma ideia se aquele é o seu lugar. O médium não deve deixar o centro por pequenas discussões ou porque pequenas coisas o desagradam, lembre-se que nenhum local será perfeito.
Alguns médiuns se perguntam... Mas e o mentor?? Vou perder o mentor??
O mentor (o verdadeiro) pode ir a qualquer casa ou templo, somente espíritos inferiores são barrados em centros sérios.
Mesmo em tipos de reuniões que o médium frequenta com desaprovação do mentor (geralmente onde o intercambio mediúnico tem interesses inferiores ou egoístas) ele pode estar presente, contudo, nessas reuniões ele não se manifestará, somente em situações extremas.
O caboclo pode se expressar em um centro espírita e o doutor se apresentar em um templo de Umbanda, isso é permitido e já foi relatado em alguns livros (Tambores de Angola explora esse assunto com bastante profundidade).
O médium deve frequentar a casa que o agrade, se ele gosta dos cantos da Umbanda, das energias da Natureza, dos tipos de trabalho realizado nos templos então que siga esse caminho, os centros espíritas já trabalham de outra forma, existe espaço para todos. Atualmente existem centros, como o que frequento, onde os caboclos e os pretos velhos auxiliam nas reuniões de desobsessão e em vários trabalhos, contudo, a forma de trabalhar é parecida com a do centro espírita.
Existe uma grande diversidade de casas espiritualistas, não estar harmonizado com a casa que frequenta não é desculpa para parar com o estudo e trabalho espiritual.