•A Umbanda tem Fundamento e é COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO. Umbanda é bo

•A Umbanda tem Fundamento e é COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO. Umbanda é bo
•A UMBANDA TEM FUNDAMENTO E É COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO.
Obrigado, meu Deus, pela fé que me sustenta, Pelos amigos que fiz E continuo fazendo. Obrigado, meu Deus, Pelas bençãos de Ogum, Pela proteção de Iemanjá, pelo amor de Oxum. Obrigado, meu Deus, Pela força de Iansã, Pela retidão de Xangô, Pelo colo de Nanã. Obrigado, meu Deus, Pelo equilíbrio de Oxosse, Pelas curas de Omulu, pelas cores de Oxumarê. Obrigado, meu Deus, Pelas folhas de Ossãe, Pelas Crianças que enchem de alegria nossos Terreiros, Pela amizade dos Boiadeiros. Obrigado meu Deus, Pela humildade dos Pretos-Velhos, Pelas Almas Santas e Benditas, Pela cumplicidade de Exu e Pomba Gira. Obrigado, meu Deus, por fazer de mim um instrumento da Tua vitória. Até aqui o Senhor me ajudou! Deus salve a Umbanda!
Ney Rodrigues

RADIO C.E.A.B.

quarta-feira, 30 de março de 2011

DESENVOLVER MEDIUNIDADE…


DESENVOLVER MEDIUNIDADE…



Observamos que na prática do Terreiro os filhos desejam muito aprender uma técnica eficaz e rápida de como possa melhor desenvolver a mediunidade e por essa razão vamos aqui repassar algumas formas para melhor desenvolve-la:
Desenvolver mediunidade é muito mais que saber entrar em contato com os espíritos ou entidades que formam a banda de cada filho ou permitir que outras sejam esclarecidas por meio da incorporação nas giras e sessões do Terreiro;
Desenvolver mediunidade é desenvolver a si mesmo. É desenvolver sentimento. É trabalhar o rico material espiritual que cada médium possui dentro de si;
Desenvolver mediunidade é silenciar ante a injúria e violência proposital que lhe chega por parte de alguns, porém profundamente educadora desde que observado o ser doente que a lançou contra o outro;
Desenvolver mediunidade é saber colocar esse sexto sentido a favor do bem e do próximo. E para isso todo médium conta com os demais sentidos físicos que por hora estão no corpo humano;
Desenvolver mediunidade é ficar feliz com a vitória íntima do irmão da corrente que está tendo mais confiança e segurança no seu trabalho como aparelhinho de Umbanda;
Desenvolver mediunidade não é sair propagando suas aptidões mediúnicas aos quatros ventos sem saber o verdadeiro valor delas nas descobertas de si próprio;
Desenvolver mediunidade é esforço continuado que não se revela em um só dia ou gira. Muitas vezes leva anos;
Desenvolver mediunidade é saber enxergar muito além do véu de Ísis; mas, é saber enxergasse;
Desenvolver mediunidade não é entender seus mecanismos única e exclusivamente de forma teórica; mas, é sentir as nuances que cada fenômeno propicia em vossas existências;
Desenvolver mediunidade é saber captar as vibrações das energias Orixás, guardando-as como cota extra para repassar no dia-a-dia aos carentes de amor e pão, aos desprovidos de esclarecimento;
Desenvolver mediunidade é exercício de doação e não de restrição;
Desenvolver mediunidade é crescer com a Casa que lhe acolhe, pois, ela é uma extensão de você mesmo;
Desenvolver mediunidade não é decorar o passo-a-passo de uma gira do início ao fim. Mas, é sentir e viver a gira levando consigo o bem-estar da mesma;
Desenvolver mediunidade não é só vestir o branco e estar no Terreiro na hora da sessão. Mas, é guardar o branco da Umbanda tendo o Terreiro em seu coração;
Desenvolver mediunidade é muito mais que querer conhecer seus Guias e Orixás. É permitir que eles lhes trabalhem a Alma;
Desenvolver mediunidade é saber ler a vida na grafia indelével do Criador;
Desenvolver mediunidade é saber colorir os dias com a tinta do amor e a pena da humildade.
Glória a Deus nas alturas,
Paz na Terra aos homens de boa vontade!

terça-feira, 22 de março de 2011

Vidência e Clarividência na Umbanda

Meus irmãos , hoje venho postar alguma coisa sobre este fenômeno da mediunidade chamado vidência.
Fenômeno o qual muito intriga e ao mesmo tempo fascina a médiuns e assistentes da nossa querida religião; tomei a liberdade de retransmitir um texto do site Templo de Umbanda Pai Joaquim de Aruanda. Onde nossos amigos explicam e advertem sobre este fenômeno que tanto atrai aos nossos irmãos de fé!
Boa leitura!!!
Ney Rodrigues

Mensagem de Preto Velho (para Umbandistas e afins)!
A vidência, não deve ser encarada como um "buraco de uma fechadura"
Onde qualquer um olha, vê e fala o que deseja sem medir as consequências de seus atos
A vidência, como qualquer outra faculdade mediunica, deve ser encarada com responsabilidade e bom senso
Devendo a mesma ser utilizada somente quando necessário e não a titulo de adivinhação, mas sim, de caridade com nosso semelhante
Lembrando as palavras do saudoso Caboclo Mirim:
"Umbanda é coisa séria, pra gente séria"
E na qualidade de espíritos em evolução que todos somos arriscamos completar:
"Mediunidade não é jogo de exibicionismo, mas sim, dom divino que dever ser conduzido com bom senso, responsabilidade e humildade"
PAI ANTONIO DAS ALMAS

VIDÊNCIA E CLARIVIDÊNCIA

Ainda são muitíssimo raros os médiuns clarividentes no Movimento Umbandista e em outros sistemas filoreligiosos também.

(Muitos poderão dizer que conhecem muitas pessoas que tem esse dom, mas devemos ficar atentos a essa abundância e saber distinguir o que é e o que não é real). Muitos dos médiuns, infelizmente, ainda são providos da tola vaidade e dizem que viram essas ou aquelas entidades e acabam mistificando, ou pior criando imagens distorcidas que ficam plasmadas na mente das pessoas, isso quando não se transformam em imagens de gesso esdrúxulas e ridículas, que nada tem haver com as entidades.

Essas confusões só contribuem para aumentar as deturpações e afastar as pessoas de bom senso do verdadeiro Movimento Umbandista.

Como se processa a VIDÊNCIA:

Ocorre por meio de elevados mecanismos ondulatórios, onde a entidade envia seu fluido de ligação com os núcleos vibracionais superiores do médium, ativando assim a retina física, a qual aguçada interpenetra dimensões até então invisíveis.
é o tipo de mediunidade que permite, àquele que a possui desenvolvida, ver as entidades, as irradiações. Pode ser de três tipos: direta, intuitiva e focalizada.
Na vidência direta, o médium pode ver as entidades de quatro maneiras diferentes:
1 - na projeção, o médium vê apenas um facho de luz, uma coloração que depende da vibração atuante. Não vê forma humana, nem identifica a entidade.
2 - na parcial, o médium percebe uma forma humana ao lado de quem está trabalhando espiritualmente, mas ainda não dá uma perfeita identificação. Vê somente o contorno, a forma.
3 - no acavalamento, o médium vê a entidade por cima dos ombros de outro médium. Já percebe se é masculina ou feminina, se é caboclo ou preto-velho ou outro falangeiro qualquer, se os cabelos são longos ou curtos, etc. Muitos médiuns que tiveram esse tipo de vidência afirmam, por desconhecimento, que as entidades vistas possuíam mais de dois metros de altura, não percebendo que a entidade, vista acima dos ombros de outro médium, produziu uma falsa impressão de altura.
4 - no encamisamento, o médium vê a entidade toda, perfeita. Isso acontece na incorporação integral, quando a entidade toma conta do corpo de um outro médium.
Na vidência intuitiva, o médium vê apenas com a mente. Ele se concentra e recebe a imagem mental, por intuição.
Na vidência focalizada, o médium utiliza algum objeto para a vidência, como um copo d'água ou um cristal. As imagens aparecem no objeto de vidência.

O que deve ficar bem claro é que o médium enxerga o que seu mentor desejar e não o que bem entender, com isso afirmamos que ninguém vê o plano Astral a todo o momento, algo que muitos querem tornar trivial.

A vidência embora seja vista como se fosse com os olhos físicos, pode ser apenas uma imagem que foi projetada (como uma imagem de TV).

Já a CLARIVIDÊNCIA:

É uma vidência interiorizada, há uma ativação do mentor no que equivale no físico às glândulas epífise e hipófise.
É o tipo de mediunidade que permite ver fatos que ocorreram no passado e que ocorrerão no futuro. Os clarividentes podem ver os corpos astral e mental de outras pessoas, e tomar conhecimento da vida em outros planos espirituais. É um tipo de mediunidade difícil de ser encontrado.

Sutilíssimos transmissores do cérebro são ativados para que o médium, mesmo de olhos abertos, veja quadros, cenários, pessoas, objetos, entidades e etc. (a clarividência foi um dos sentidos bloqueados, como já vimos).

Na Clarividência o mentor projeta na região QUIASMA ÓPTICO do médium uma espécie de tela panorâmica, onde o médium consegue vislumbrar dentro de si os mais diferentes cenários e encenações, com as mais variadas personagens.

Às vezes são ativados também seus núcleos intermediários, quando há necessidade de que veja certas imagens suas em outras encarnações.

Há entidades que se utilizam também do chamado “COPO DA VIDÊNCIA” é um copo comum que contém água e um cristal (é um condensador de luz astral e um catalisador de certas imagens, as quais impressionam a retina do médium). A estaticidade da água com o cristal transparente em seu interior facilita a projeção dos fluidos, podendo também as imagens ali se projetar.

Bom, como vimos não é tão simples e tão abundante nos médiuns atuais, portanto devemos nos precaver diante de tantos médiuns videntes né?

terça-feira, 15 de março de 2011

O trabalho na Umbanda


" O trabalho na Umbanda impõe mudanças profundas nos pensamentos, que precisam de tempo para serem consistentes e interiorizados no modo de vida do médium em aprendizado. Ele, conscientemente, deve livrar-se das emoções e dos sentimentos do ego inferior que atingem os corpos mental e astral. Com a sutilização desses envoltórios do espírito imortal, por meio da repercussão vibratória ocasionada pela substituição definitva da matéria densa que os forma, propiciada por novos pensamentos constantes e mais elevados, esses veículos da consciência acabam " refinados" e os chácras serão ajustados naturalmente às emanações fluídicas superiores dos guias e protetores.

A Umbanda, por ser canal aberto a entrechoque vibratório com o Astral inferior, implica maiores obstáculos aos médiuns. A prática mediúnica umbandista tem de ser continuada por longo tempo, sem interrupções e trilhada com reverência e devoção esmeradas."

Ramatis
A Missão da Umbanda

UMBANDA E UNIVERSALISMO


Devemos acabar com os preconceitos religiosos, fazendo do lema "Fora da caridade não há salvação" nossa única bandeira

Os espíritos trabalhadores na linha de Umbanda, designados de pretos velhos, nos repassam constantemente uma lógica que, infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar. Dizem eles, com sua maneira peculiar e simples de expressão, que no "mundo dos mortos" não existe raça, cor ou credo que diferencie as almas ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que desaprendeu de ser bom.

Baseado nisso, nos falam das lágrimas que insistem em cair de seus olhos, pela arrogância dos homens que acabam se distanciando de Deus pela pretensão de se adonar d'Ele, impondo cada um, a "sua" verdade. As religiões ou os credos em geral ainda existem por necessidade de nossos espíritos, que encontram dentro de cada uma delas a melhor adaptação de "religar-se" ao Criador. O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre certos homens por questões religiosas, como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas "guerras santas". Como nos traduz o espírito Ramatís, "o rótulo religioso não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do espírito eterno."

Também nos dizem os bons espíritos que o homem erra mais por ignorância do que por maldade. Talvez por isso, ao cessar os tempos inquisitórios, jorram do mais alto, através de vários canais mediúnicos e por todos os cantos do planeta, muita informação vinda do Alto nos forçando à evolução. E se hoje, por força do ambiente energético denso da Terra, não é mais possível a descida de avatares entre nós, a bondade divina nos presenteia com Allan Kardec, com Zélio Fernandino de Moraes, com Francisco Cândido Xavier, além de outros espíritos iluminados, para retirar dos nossos olhos, o "véu de Isis". Mostrando de novo à humanidade terrena aquilo que havia sido roubado pelo interesse dos "religiosos" manipuladores. Provam a imortalidade da alma, a existência do mundo espiritual e a lei da reencarnação. Abrem novos horizontes através do concurso da mediunidade, que além de instruir, promove o socorro dos que, ainda no além-túmulo, ignoram sua condição de espíritos imortais ou se aproveitam disso para dar continuidade às práticas antifraternas de quando encarnados. O Espiritismo chegou para esclarecer e caridosamente auxiliar. A Umbanda e sua magia branca vem neutralizar as forças trevosas que insistem em conquistar a humanidade através da manipulação negativa dos elementos.

Na Umbanda, embora haja todo o ritual e simbologia, também existem os aspectos filosófico, científico e doutrinário, como no Espiritismo. Ambas promovem e priorizam a reforma íntima dos seres, ensinando o bem-viver para melhor morrer. Ambas foram inseridas no contexto do planeta num momento de extrema necessidade da humanidade, onde urge a higienização dos ambientes etéricos e astrais do planeta azul, na separação do joio e do trigo.

Diante deste contexto, respeitando os preceitos e linhas de pensamento de cada uma, é inconcebível que possa haver entre estas duas linhas - Espíritismo e Umbanda - qualquer espécie de antagonismo ou preconceito. É inconcebível, no homem moderno, a intolerância com a fé alheia. Principalmente nas linhas que se dizem cristãs, pois o exemplo do Mestre Jesus nos prova a todo instante que só existe um caminho, uma verdade e uma vida. Por enquanto, a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que a mentalidade universalista será plena. Então, haverá um só rebanho para um só pastor.

E como acontece no "andar de cima", formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando que a ferramenta mediunidade tem um só objetivo: - a caridade! Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.

Sentimento e Influenciação


Quaisquer sentimentos ou emoções negativas podem tomar vulto, crescendo, sobremaneira, nos relacionamentos entre os componentes encarnados dos trabalhos mediúnicos. O medianeiro deve estar sempre atento, vigiando o que ocorre no seu campo interno, sob pena de dar abertura às influências maléficas do lado de cá.

As sutilezas desse processo são de difícil percepção. Por mais que o médium se esforce – e, às vezes, nem se esforça tanto – no conhecimento de si mesmo, há ocasiões em que as próprias situações do cotidiano se impõem e ele acaba permeado pelo campo dos maus sentimentos.



Embora o espírito encarnado se dedique ao autoconhecimento, na verdade é um desconhecido de si próprio, já que ainda não tem condições evolutivas de acesso à sua memória integral. Faz-se importante o estudo, a reforma íntima, tão apregoados pela doutrina espírita, mas tão pouco interiorizados, elevando-se os pensamentos e enobrecendo-se os sentimentos. Adquire-se, desta forma, um grau de discernimento tal que permite distinguir os sentimentos negativos, se são próprios do psiquismo do médium ou de um agente externo.

As influenciações são muito sutis. Na intenção de abalar e acabar com um agrupamento de trabalhadores da mediunidade, as organizações trevosas movimentam os mais variados recursos e tecnologias. O conhecimento não é propriedade somente dos espíritos bondosos, a sabedoria sim.

Imaginai o manancial de conhecimento que adquiriu um espírito empedernido no mal, no ódio (...) caracterizando-se por verdadeiro mago negro. Conhecedor profundo da psicologia e da fisiologia humana, estuda com frieza e pormenorizadamente (...) os pontos fracos e as brechas cármicas daqueles que quer fragilizar. Aumenta, acentuadamente, os sentimentos negativos, quando lhe dão abertura, num processo de indução mental. Cria situações as mais variadas e engenhosas para o envolvimento e, quando menos espera, o médium está em conflito com o dirigente ou odiando o irmão ao lado, em ocorrência que beira o inusitado e por motivo o mais banal.

O amor é o antídoto para tudo isso. Os dirigentes não devem considerar-se senhoras da verdade (...), ainda mais se escasseia o sentimento amoroso. Acontece que, na maioria das vezes, deixam-se levar pela rotina, estabelecendo-se vagarosamente o enfado e uma oratória quase que mecânica. Os médiuns não devem querer se mostrar melhores “dirigentes”, pois são os dirigidos. Disputas como essas são inconcebíveis no trabalho de caridade. Os irmãos sofredores precisam muito dos bons sentimentos, das boas vibrações, e esperamos que façais a vossa parte, pois nós fazemos a nossa. Vede, ninguém é perfeito! A perfeição absoluta cabe e pertence ao Pai. Somos eternos aprendizes.

Jesus foi um médium em todo lugar e todo o tempo. Amou, perdoou, teve confiança no Pai Maior e continua a nos inspirar e mostrar o caminho – “Vigiai e Orai”.

Muita paz e muita luz!

Ramatis.

Não existe sacrifício na Umbanda Mirim !!!


A prática da matança de animais na religião é bastante complexa e merece uma análise apurada para que não ofenda os praticantes de alguns cultos que ainda estão envolvidos com esse ritual, tão antigo, como antigo é o mundo.
Em uma determinada passagem do Antigo Testamento, os judeus anunciam sacrificar cento e vinte e dois mil bois de uma só vez, ofertando-os à Jeová. Me parece esse um exagero da escrita da época, muito comum nesses escritos, entretanto, o certo é que, segundo, os praticantes dessa ritualística, Jeová exigia sacrifícios para si de ovelhas, carneiros e bois.
O interessante é que os judeus de hoje se horrorizariam com esse passado manchado de sangue, mas a evidência era essa. Os templos de então eram verdadeiros matadouros, ainda na época de Davi e Salomão.
Para que não sabe ou não atinou, o Jeová da época é o mesmo Deus que conhecemos hoje.
Os sacrifícios de sangue constituem, segundo recentes e apurados estudos, a estados muito primitivos da evolução humana. Também eram praticados na cultura maia, inca e asteca e por diversas outras tribos existentes no globo em diferentes épocas. Algumas povoações da Índia e da África conservaram essa tradição. Afirmam que acontecem verdadeiras calamidades, que os descampados pegam fogo, o gado morre, a água seca se a oferenda não for ofertada.
Todavia é sabido por indicação das elevadas entidades que estas jamais sancionaram essa prática sanguinolenta. Nenhuma divindade, seja ela um orixá, se compraz com a morte. O sangue só possui valor para a vida, portanto circulando nos seres, jamais para ser ofertado em um alguidar de barro.
Costuma-se justificar as passagens das Antigas Escrituras como pretexto para a prática atual, contudo devemos constatar que tais passagens pertenceram a um determinado período da evolução humana e como tudo muda, a visão do Deus colérico, maldoso, cheio de iras e rancores também mudou.

Aliás um dos grandes equívocos do cristianismo é misturar o Deus criador e amoroso com o Jeová colérico, sempre pronto a castigar e lançar pragas contra os povos que não o adoram.
Não quero julgar os terreiros de umbanda e candomblé que ainda utilizam esse ritual, mas afirmo que a tendência é seja abolido, já que o orixá é um estado perfeito da natureza, um estado puro, portanto não tem corpo físico. Logo, todo esse sangue desperdiçado não lhe compraz e não lhe satisfaz, pois não é necessitado por ele.
As entidades de luz esperam que trabalhemos pelo ideal na umbanda de caridade e do amor ao próximo, conforme foi especificado pelo excelso Caboclo das Sete Encruzilhadas. Seu médium, Zélio de Moraes, nunca viveu da religião, seu caboclo mandava que devolvesse todos os presentes a ele destinados como cheques vultosos e outras honrarias materiais.
Lamentavelmente alguns terreiros, ditos de umbanda, fazem uso desses rituais sem tampouco saberem seus fundamentos, fazendo apenas por fazer, ou, o que é pior, para ganhos materiais de seus dirigentes. A umbanda é Jesus trabalhando, disse uma vez uma irmã, e como tal deve estar sempre inserida no ideal da caridade gratuita e do amor ao próximo respeitando a vida e preservando a sua existência como religião da natureza.
Os terreiros podem ter diversas e honestas fontes de renda como as mensalidades cobradas de seus médiuns e sócios, almoços beneficentes, rifas, doações espontâneas, bingos e vendas de livros e artigos de uso religioso.
Também precisamos ter em mente a intenção de estarmos em coadunação com o pensamento ecológico de preservação da vida e da natureza além de contruirmos a imagem de que nossa religião respeita esses princípios. Fora disso daremos munição para que as religiões neopentecostais nos ataquem chamando-nos de satânicos e desrespeitadores da vida. Como disse o renomado Armando Cavalcanti Bandeira na referendada, conceituada e histórica obra “O que é a umbanda”, infelizmente já esgotada:

“Não deve haver sacrifício animal, porque na umbanda não há mais razão para a “matança”,

a qual provém da da magia africanista milenar, e por força dessa influência há muito ainda impregnado de sua prática, escurecendo a leveza, o colorido e o perfume da suas obrigações rituais. Não se justificam os sacrifícios animais, que pelos seus fundamentos cabem nos cultos afro-brasileiros, pois são uma revivescência de ritos praticados na África de onde eles procedem. Na umbanda, que cada dia se vem integrando nos ensinamentos de Cristo, a tendência é aboli-los.”

André Luiz P. Nunes é professor, pesquisador e médium de umbanda.

terça-feira, 8 de março de 2011

Desequilibrios


Quase sempre ,por algum motivo ou do nada, sentimos uma ótima sensação de bem estar, dispostos e fatalmente dizemos: “Nossa!Hoje estou energizado”. Acontece também de sentirmos mal ,desanimados ou até irritados e daí vem a nossa auto sentença: “Caramba! Devo estar desequilibrado” ou então : “ Peguei uma carga negativa”.

Analisando estes fatos tratados comumente entre nós ,sob uma ótica mais científica à luz da física ,da biofísica e da psicobiofísica descobrimos que se estivermos em equilíbrio e recebermos uma carga seja negativa ou positiva iremos nos desequilibrar e consequentemente passar mal.Isto porque todos nós temos um padrão vibratório oscilante onde o equilíbrio está no tocar o ápice e em seguida tocar a base.

Ocorre que primeiramente todos nós somos suscetíveis a alterações em nosso padrão vibratório seja por pequenas discussões,momentos de irritação no trânsito,uma pizza que atrasa,nosso time que perde,um comentário desagradável,um pensamento não edificante,umas cervejas a mais como também uma grande euforia,uma alegria intensa,uma excelente notícia inesperada.

Parece estranho mas mantemos um padrão vibratório no qual vibramos ondulatoriamente ora atingindo a crista(ápice)ora atingindo a depressão(base)(não confundir com depressão-distúrbio psíquico pois depressão dita primeiramente refere-se à ondulatória,um ramo da física)e qualquer alteração que faça ultrapassar este campo vibracional à mais( acima do ápice) ou à menos( abaixo da base) surge aí o desequilíbrio;Quando se diz “estar energizado” na realidade é estar equilibrado,nem faltando nem em excesso mas perfeitamente harmonizado com nosso padrão vibratório natural.

Como a pressão arterial que à maior ou à menor de nosso padrão nos traz mal estar assim também é nossa “pressão energética”(entre aspas aqui por ser uma analogia claro). Este padrão vibratório é variável de pessoa à pessoa pois está relacionado com o tripé karma-evolução moral-conhecimento.


Existem dois estados de desequilíbrio energético: O momentâneo e o crônico
Pessoas em desequilibrio momentaneo são incapazes de “roubar” energia de outras pessoas para seu reequilibrio pois a própria Natureza regida pelas Leis Universais oferece a todos meios para tal realização que vai desde a luz solar,o reino vegetal até a energia excedente de outra pessoa que quando desequilibrada por excesso se harmoniza emitindo-a ao ambiente para ser redirecionada por quem de conhecimento do plano astral,ou seja os Guias.Assim evita-se o que seria, se fosse possível , uma falha nas Leis Universais onde todo mundo estaria a prejudicar todo mundo pois aconteceria um "efeito dominó contínuo": A desequilibrado absorveria a energia de B que se desequilibraria e absorveria de C, este de D que absorveria de E até que Z desequilibrado absorveria de A e começaria tudo de novo.

O segundo estado caracteriza os casos específicos de perda constante de energia devido à fatores complexos que fazem uma pessoa tornar-se "vampirizadora" mas sem qualquer intenção:

1)Uma pessoa sob ação de um obsessor o qual suga-lhe as energias tornando-a uma desequilibrada energética crônica.

2)Desarmonia constante no lar geralmente por problemas kármicos negativos.

3)Pessoa que cultivam sentimentos negativos de forma aguda
(inveja,ciúme,rancor,ganância,maledicência,intolerância,morbidez,etc)

4)Desregramento químico(álcool e/ou entorpecentes).

5)Doença grave.

Pessoas incluídas nos pontos acima certamente irão absorver(inconscientemente)uma boa parcela de energia de quem relacionar com elas ;Contudo para isso é necessário "fechar o circuito".E como isso acontece?É necessário um vínculo, uma "ponte" para promover a transferência e isto ocorre ou com uma conversa, ou um aperto de mão em ambiente público,ou estando num ambiente reservado(nossa casa,casa da pessoa em desequilíbrio,casa de terceiros,local de trabalho)pois aí existe um sistema natural de comunhão vibratória porque, teoricamente, recebemos em nossas casas quem consideramos e a estes oferecemos o que temos,incluindo o nosso campo vibracional- espiritual.

Por isso a defesa e manutenção do equilibrio pessoal também deve ser estender aos nossos lares através de limpezas periódicas(prontamente ensinadas pelo Mentor Espiritual de um Templo Umbandista.Importante salientar que tal prática não faz parte da Doutrina Espírita)possuindo plantas higienizadoras e de defesa,o hábito da oração coletiva ao menos uma vez na semana,evitar-se assuntos negativos dentro do lar(para isso existe a rua se necessário).

Sempre é bom lembramos que o ambiente espiritual de um local é criado pelos que dele utilizam;Portanto somos responsáveis também pela higiene astral dos locais que passamos grande parte de nosso tempo se almejamos viver num ambiente sadio e equilibrado; Se assim também sonharmos em nível planetário é necessário que iniciemos em nossos lares pois o oceano é uma imensidão formada de minúsculas gotas individuais.

Anjo Ariano
Luz e Paz.

sábado, 5 de março de 2011

NÃO SÃO UMBANDISTAS!


- Quem explora a Caridade em nome de Oxalá, comercializando com a religião;
- Os invejosos que caluniam para destruir o patrimônio moral e material alheio;
- Os que não cumprem suas obrigações morais e sociais;
- Aqueles que colocam as coisas do sexo em primeiro plano;
- Aqueles que odeiam ou se irritam, afastando-se da Lei do Amor;
- Quem não possui paciência ou tolerância para com os pequenos, aprendizes ou ignorantes;
- Os que alimentam preconceitos sociais ou racistas;
- Os fracos que perdem facilmente a fé, e se deixam abater pelo desânimo;
- Os orgulhosos que ignoram o valor da humildade;
- Os que não sabem perdoar, para também merecer o perdão;
- Os que não constroem ou não edificam para o progresso espiritual da humanidade;
- Os mistificadores,  que procurando enganar os outros, enganam a eles mesmos;
- Os que se envaidecem com sua mediunidade;
- Os decrescentes que só freqüentam sessões para satisfazer o instinto da exibição;
- Os que trabalham para o MAL, prejudicando seus semelhantes;
- Aqueles que não ajudam os necessitados e quando necessitam, querem ser ajudados pelos guias e protetores;
- Os que não procuram praticar a Caridade e o Evangelho de Oxalá;
- Quem deturpa a Doutrina, trabalhando em benefício próprio;
- Aqueles que não procuram elevar o conceito da Umbanda;
- Os que militam nos terreiros apenas por interesses materiais;
- Os que procedem mal e procuram a Umbanda para acobertar seus crimes e mazelas;
- Quem fala mal da vida alheia, dentro e fora dos terreiros;
- Os dirigentes de federações, Pais-de-Santo e Médiuns que NÃO dão exemplos de conduta e virtudes;
- Os Médiuns ciumentos que, incapazes de progredirem pelo esforço próprio, procuram derrubar os outros para ultrapassá-los;
- Enfim, quem não ama a seu próximo, como a si mesmo!

sábado, 29 de janeiro de 2011

SER MÉDIUM...


A palavra médium muitas vezes é mal interpretada, pois muitos a confundem com conceitos errados e acham até coisas de “outro mundo”, condenando até algumas pessoas de se expressarem com estes dons. Na verdade Ser Médium é ser antes de tudo Transmissor e Receptor.
Temos um bom exemplo no rádio, que recebe as ondas em forma de freqüência e que as transforma e transmite em forma de som para que todos possam ouvir. A televisão é um exemplo mais amplo ainda, pois além do som, transmite ainda as imagens. Nem o radio e nem a televisão são donos das freqüências em forma de onda que recebem e transmitem. Estes objetos são nada mais que receptores e transmissores de alguma coisa, que no caso são as ondas em formas de freqüências.
Pois bem, o médium tem um papel similar a estes objetos, analisando-se por comparação, pois o ser humano quando usa sua mediunidade para algum tipo de comunicação, está sendo naquele momento o canal de ligação entre o mundo espiritual (recebendo a comunicação) e o mundo material (transmitindo a comunicação).
Parece fácil, se levarmos em consideração que este dom pode ser desenvolvido por qualquer ser humano.
Sabemos que a Dualidade está presente em nosso mundo e assim sendo, junto com ela está o lado ruim que sempre insiste em estar presente e é por este motivo que existe a necessidade de estarmos atentos. Quando falo Dualidade, me refiro a ambos os lados, ou seja, tanto no Material como no Espiritual.
Estar atento significa estarmos em equilíbrio conosco mesmo, pois costumo dizer aos meus amigos: “Tudo que é demais não presta” e por melhor que seja ou pareça ser, nos fará mal. O equilíbrio tem que estar constante em nossa vida, em todos os sentidos possíveis: social, espiritual, esportivo, familiar, moral, etc...
Pois para darmos algo a alguém, ou servirmos de canal, antes de tudo temos que estar muito bem conosco mesmo, porque senão atrapalharemos e influenciaremos nas comunicações, sendo o elo e este elo sempre tem que estar forte. Se houver problemas no elo, ambos os lados da comunicação sofrerão conseqüências.

Ser Médium parece bonito, bom e fácil, mas naquele momento de comunicação existe um desgaste natural de energias (um vai e vem) onde as nossas próprias energias estão no jogo e não é difícil de se deduzir que se não houver o preparo e o equilíbrio, nós, mais do que ninguém, sentiremos um abalo em nossas estruturas (material, energética, mental e espiritual).
Diria que um bom Médium deve praticar 24 horas seu dom, seja ele qual for, pois bem sabemos que a mediunidade pode se expressar de varias maneiras.
Será que 24 horas é muito?
Praticar a caridade é a melhor forma de abrirmos nossos canais para as boas energias e boas comunicações e digo que esta pratica nos fortalece e engrandece muito. Quanto mais doamos, mais recebemos...
Não nos esqueçamos de um ponto muito importante:
Quando exercitamos a nossa mediunidade para servir de elo ou instrumento para um ser espiritual (entidade, mentor, guia, protetor, etc...) são eles que atuam por nosso intermédio e ajudam as pessoas e portanto não somos donos deste poder... e é muito comum se escutar por ai: meu guia fez isto, eu fiz aquilo, etc....

Resumindo:
A humildade é a principal característica de um Bom Médium...
Pratique a Caridade...
Seja Honesto...
Teremos que prestar contas de nossos atos...
Ame e viva a vida...

Seja um Bom Médium.

A Responsabilidade do Médium Umbandista




Nós médiuns Umbandistas temos de nos conscientizar de nossa responsabilidade quanto ao atendimento de pessoas em nossas casas, existem alguns pontos a serem observados.

Nunca devemos pensar que a responsabilidade de um atendimento é toda da entidade, nós também temos uma parcela muito grande de participação em todo o contato com os consulentes. De uma forma simples podemos entender assim: O médium gera uma energia que ao juntar-se à energia da entidade que venha a incorporar, cria uma terceira energia, que é a que vai atuar durante o atendimento, portanto se uma das energias estiver em desequilíbrio (geralmente é a do médium), isto afetara a eficácia do atendimento, sendo assim sempre que formos aos trabalhos devemos tentar ao máximo estarmos equilibrados, e se isto não for possível o correto seria não atendermos diretamente a ninguém, pelo menos até estarmos melhor.

- Devemos ter muita atenção ao que é falado para as pessoas, lembremos que muitos que vão até os terreiros, muitas vezes estão desesperados, abalados emocional e psicologicamente e podem interpretar de forma errônea as palavras, também podemos estar criando ilusões que podem vir a se tornar decepções.

- Outro ponto a ser considerado é o atendimento a pessoas com algum tipo de doença. Nunca em hipótese algumas podemos faze-la pensar que pode parar com os medicamentos receitados pelo seu Médico simplesmente por estar se tratando também no terreiro, pois se assim for feito é esta pessoa vier a piorar ou até a morrer, podemos ser responsabilizados criminalmente. Também não podemos nunca receitar remédios que não sejam de ervas ou naturais e mesmo assim tomando muito cuidado, sabemos que muitas ervas se não usadas corretamente podem causar efeitos colaterais, pois são tóxicas. Lembrem, receitar remédios (de farmácia) sem estar habilitado para isto é exercício ilegal da medicina.

Irmão de fé vamos ser umbandistas com ética e responsabilidade, não vamos prometer milagres que sabemos não sermos capazes de realizar.

Não vamos criar falsas ilusões que venham mais tarde se tornarem verdadeiras decepções.

Façamos da Umbanda uma religião de fé e amor, onde todos entendam que temos um caminho e que ao caminhar por ele vamos colher os “bônus” mas também pagar os “ônus”....