•A Umbanda tem Fundamento e é COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO. Umbanda é bo

•A Umbanda tem Fundamento e é COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO. Umbanda é bo
•A UMBANDA TEM FUNDAMENTO E É COISA SÉRIA, PARA QUEM É SÉRIO OU QUER SE TORNAR SÉRIO.
Obrigado, meu Deus, pela fé que me sustenta, Pelos amigos que fiz E continuo fazendo. Obrigado, meu Deus, Pelas bençãos de Ogum, Pela proteção de Iemanjá, pelo amor de Oxum. Obrigado, meu Deus, Pela força de Iansã, Pela retidão de Xangô, Pelo colo de Nanã. Obrigado, meu Deus, Pelo equilíbrio de Oxosse, Pelas curas de Omulu, pelas cores de Oxumarê. Obrigado, meu Deus, Pelas folhas de Ossãe, Pelas Crianças que enchem de alegria nossos Terreiros, Pela amizade dos Boiadeiros. Obrigado meu Deus, Pela humildade dos Pretos-Velhos, Pelas Almas Santas e Benditas, Pela cumplicidade de Exu e Pomba Gira. Obrigado, meu Deus, por fazer de mim um instrumento da Tua vitória. Até aqui o Senhor me ajudou! Deus salve a Umbanda!
Ney Rodrigues

RADIO C.E.A.B.

domingo, 4 de setembro de 2011




Medium Inconsciente.



Alegar que médiuns que são conscientes mais afirmam ser inconscientes por uma questão de vaidade apenas, é fechar os olhos para uma triste realidade de nossos terreiros; a ignorancia pautada no misticismo e falta de estudos sobre suas prórpias capacidades. Sabemos perfeitamente que a Mediunidade na Umbanda vai muito mais além do que Orkut, Internet, livros, apostilas, materiais didáticos sobre mediunismo, grupos de estudos e uma educação teorica sobre o assunto. A verdade é que a grande maioria das pessoas , sejam umbandistas, e de um modo geral, não tem acesso a livros, a leitura, e a grupos de estudos que lhes propicie um esclarecimento amplo de tantas fontes competentes que atualmente abordam o assunto MEDIUNIDADE , SEUS MECANISMOS E APLICABILIDADE.

O desenvolvimento é apenas “a moda antiga”, – bota roupa entra na roda e deixa o “Santo pegar”. E antigamente , também sabemos bem que o misticismo , desinformação e falta de uma preocupação em amplicar e obter conhecimentos sobre mediunidade era nulo. E até hoje existem PDS /dirigentes que nem sabem o que seja psicofonia (o que em momento algum desabona seu trabalho enquanto médium), mas só passamos o que temos aos nossos filhos. Se eu nada sei sobre mediunidade, nunca me instrui sobre o assunto, o que posso passar a meus filhos ??? O que aprendi…. pautado em MINHAS EXPERIENCIAS PESSOAIS MEDIUNICAS… que sabemos hoje que cada um , tem a sua propria experiencia e a forma que a mediunidade se apresenta pra mim, não será igual a que se apresenta pra você. Sentirei -a de forma diferente.

E antigamente , como ninguem tinha uma preocupação com um estudo sobre o assunto, havia muita nebulosidade sobre o assunto. Acreditava-se de que eramos “possuidos” pelo espírito.
De que ao estarmos em transe, mediunizados o espirito entraria em nós e tomaria nossa mente, nossa consciencia, e que ao retornarmos , de nada lembraríamos. Claro que as manifestações espírituais outrora, eram mais ‘intensas” e médiuns inconscientes eram mais comum que nos dias de hoje, principalmente em termos de Umbanda, que as manifestações tem um carater mais consciente do que outras manifestações religiosas intercambiáveis espiritualmente falando.


E até hoje, a grande maioria das pessoas acreditam que ao estarmos incorporados, de nada lembramos, pois o espírito toma conta de nós e so voltamos quando o mesmo deixa nosso corpo.
Essa crença é fruto de mais de 70 por cento dos médiuns iniciantes e ela é a causa primária da grande dúvida que atormenta dos médiuns que sentem suas primeiras manifestações. ” será que era eu ou era minha entidade ? Acho que era eu mistificando , porque eu via e ouvia tudo”. E acreditem, muitos vivem em completo tormento e martírio, acreditando que está mistificando , pelo simples fato de ver e ouvir tudo o que se passa, ao estar sob influencia da entidade. Por medo de perguntar e ser taxado de mistificador, se cala e segue seu desenvolvimento baseado no medo e desconfiança de si mesmo. Descrente e duvidoso se de fato, é médium , ou está sendo influenciado pelo sua propria mente. Muitos abandonam e os que n conseguem deixar o trabalho medíunico, escondem sua consciência por anos, por medo de serem acusados de charlatãos e marmoterios. Porque ocultar sua consciência ? Segunda causa observada. Ainda sem sair desse âmbito de desinformação que é , infelizmente, reinante na Umbanda e seus frequentadosres (assitências, estes mesmos é que não tem obrigação de entender ou procurar entender sobre mediunidade), e a crênça que “se tá MESMO com santo, não vai lembrar de nada”…. O assitente acredita fielmente de que ao estar com a entidade é somente ele e a entidade. E sente-se seguro e confiante em se abrir sobres seus segredos mais íntimos e as vezes “cabeludos”. Muitas vezes, se ele souber que o médium também está ali, ele certamente acharia que tudo não passa de enganação. Pois o que ele sempre ouviu falar e que não se sabe de nada quando estamos incorporados com nossas entidades. E a própria entidade não conseguiria atingui-lo, ou seja, não conseguiria a confiança dele, para poder o ajudar.

E muitas vezes deixa-se de socorrer um pessoa por uma causa , ao meu ver, pequena. Muitas vezes para ministrar um remédio curador, é preciso dizer ao doente que é água. Certos vícios , não se desvincula assim de uma hora pra outra. Principalmente quem está de fora, ou seja, no caso dos assistentes, os socorridos da umbanda, não tem obrigatoriedade de conhecer mecanismos mediúnicos, e mais ainda , nossos fundamentos. E náo será num dia, que todas as ideias mistificadas de anos e anos , do ouviu a avô dizer, a bisavô, o tio, vai de dissipar assim. Porém no caso do médium , este sim , tem obrigação de saber, conhecer e repassar a seus irmãos.

SER CONSCIENTE, LEMBRAR , VER E OUVIR TUDO O QUE A ENTIDADE FALA E FAZ DURANTE O PROCESSO INCORPORATIVO, É NORMAL, NATURAL E MUITO MAIS DA METADE DOS MÉDIUNS PASSAM PELAS MESMAS COISAS. MESMO OS QUE JURAM QUE DE NADA LEMBRAM. VOCÊ NÃO É LOUCO NEM MARMOTEIRO PORQUE OUVE TUDO O QUE A ENTIDADE DIZ AO CONSULTAR ALGUÈM.

Embora todos os estudos que há atualemente sejam insuficientes ainda para comprovar ou afirmar tais teorias sobre a psicofonia/incorporação e fenômenos mediunicos com relação a consciência /inconsciencia…..Alguns elementos que podemjos observar que ainda são retrados de “IDEIAS MITICA”, EQUIVOCADAS ou sem nenhum embasamento amplo e coletivo, apenas obervações individuais, mediantes capacidades proprias de um determinado individuo. Por exemplo; a relação que se faz entre consciência e domínio maior por parte do espírito comunicante. Acredita-se que ao estarmos inconscientes, o espírito nesse caso, teria total domínio do corpo do médium, que um médium consciente por exemplo não poderia oferecer. Engano.

Ter ou não dominio do corpo do médium e este ficar sem poder ter nenhum tipo de controle de seu corpo, NADA TEM A VER COM NIVEIS DE CONSCIENCIA. Uma entidade pode ter controle do corpo do médium, deixa-lo impotente, sem poder exercer seus movimentos por vontade própria sem que em nenhum momento , este médium perca a consciência do que está ocorrendo. Logo, ser inconciente ou não……não está via de regra , relacionado com dominio total ou mesmo parcial do espirito sobre o médium. Ledo engano é , achar que a comprovação de uma incorporação de fato e real, está em nossa inconsciência… muitos mediuns iniciantes rezem, oram , imploram pra pelo menos um dia, ficarem inconcientes, pois so assim , eles passariam a acreditar em sua propria capacidade e acabaria com tanto tormento. Porém, ficar inconsciente ou não, não alega nem prova nada. O que , se fosse algum projeção de sua mente apenas, ele poderia inconscientemente , perfeitamente bloquear sua memória durante o “suposto transe mediunico” e de nada ele lembraria , após a “suposta incorporação.

Tal qual alguns disturbios psiquicos e psicologicos provacam perda da memoria em paciêntes com tais disturbios, como dupla ou multipla personalidade. Que causa total ausencia de memória durante a manifestação de outra personalidade do paciente, que de nada lembrará. Porém, perder os movimentos motores e controle dos orgãos da fala, é o primeiro fato comprobatório de que há uma força , além de nossa mente que age sobre nós, direcionando nossos movimentos com vontade propria e que é inteligente, pois pode manifestar individualidade , aquem de nossa propria inteligencia e saber. O que ficaria muito mais díficil , ser uma caraterização de nossa mente agindo, pois , inconscientemente , não é algo que queremos ou imputimos em nós, como no caso dos disturbios psicológicos, que por mais que naquele momento seja algo aquem de nossa vontade, é criação de nosso querer , de nossa vontade , mesmo que não tenhamos consciência disso.

O ser humano é UNO. Ele não pode manifestar uma inteligencia além da sua, uma vontade que denota uma inteligencia, uma consciência além dele mesmo, que não seja outra consciencia/um outro espírito. Uma outra observação que pouco se faz, a diferença entre psicofonia e incorporação. Se eu perguntar o que é incorporação , e seus processos, a grande maioria vai dizer, é a mediunidade que os espíritos usam para falar através do médium, mediante a um ‘acoplamento” , o espírito encosta no médium , lhe transmite mentalemnte as mensagens , o médium interpreta mentalmente e transmite como ouviu. Ou seja, as mensagens passa pelo médium, que exterioriza o que o espirito fala, é uma comunicação entre corpo astral do médium e do espírito. Não discordo, porém acrescento… esse ‘acoplamento” pode ser mais intenso ou não…. quando é mais intenso, dando a sensação de perda de controle e transe mediunico, podendo interferir nos movimentos do médium , pelo maior proximidade da energia da entidade, principalmente se esta energia for de um padrão mais distante do médium, ou este não estiver ainda em harmonia sincrônica com suas entidades, costuma-se chamar de INCORPORAÇÃO. Se for um acoplamento mais sutil, costuma-se chamar de mediunidade intuitiva. Porém, ambas tem o mesmo processo.. basicamente são iguais….. E é esse tipo de mediunidade que está em grande número na Umbanda. Podemos dizer que a maioria das capacidades mediunicas em nossa Seara são intuitivas, em maior ou menor grau. E este tipo de capacidade , dificilmente interfere na consciência do médium, impedindo-o de lembrar e estar “presente” no momento da manifestação de seua entidades.

O termo incorporação, tomou um status genérico que emgloba todas as capacidades de comunicaçao que precise que o médium transmita a mensagem que o espírito que dar. Porém a psicofonia tem carater diferenciado. Para que haja um fenomeno psicofônico, o espírito precisa via de regra, agir sobre os orgãos da fala do médium. Podendo essa psicofonia ser mecânica, comparando a psicografia mecânica, onde o espírito toma a mão do médium , sem que passe por sua mente, e nesse caso , podendo escrever em linguas e usar letras que o médium desconhece..ou semi mecânica, onde o comando passa pela mente do médium, que registra tal controle e age diretamente nos orgãos que irá exercer a comunicação.

Tais capacidades, principalmente as mecânicas , são extremamente raras atualmente, e em temos de Umbanda , mais raras ainda. E estas porem exercer uma perda de memoria/consciencia em maior ocorrência do que, o que se classifica hoje como incorporação. Ser ou passar a ser inconsciente ou não ao contrario do que se pensa, não está relativo a TEMPO DE DESENVOLVIMENTO, status ou melhor capacidade mediunica. Ser ou não in-consciente não é um estado permamente, principalmente se tratando de Umbanda. O que podemos observar é que a entidade pode – claro mediante a uma possibilidade particular do médium – inferir em determinado momento/dia uma inconsciencia, se assim achar necessário. Porque então se obseva que muitos médiuns com o passar de anos no labor , passa a ser inconsciente ?? Capacidade particular dele, que as entidades e seu proprio espirito está fazendo uso, pelo carater que tomou o trabalho mediunico. Muitas vezes o espírito do médium, sai literalmente em desdobramento , vai se ocupar de outras coisas em outros planos, e deixa a entidade trabalhar, tamanha é a afinidade e confiança que se estabeleceu, como também após anos e anos de labor mediunico, o trabalho constante parece tomar um carater similar e o espírito do médium , muitas vezes aproveita esse tempo para ocupar de outros ensinamentos e trabalhos em outros planos. Porém , nem todos os médiuns tem propriedades espirituais que lhes permita tais viagens astrais em dado momento.

So pra resumir… a consciência ou inconsciência requer uma série de fatores e condições , que mesmo que não esteja fehado o assunto nos meios de pesquisa, podemos através da observação de outros médiuns ratificar e retificar, esclarecendo, muitas teorias que em voga, prejudicam e muito o desenvolvimento mediunico.

Insegurança

É muito comum no inicio das incorporações no desenvolvimento medíunico, quando a gente está ansioso, com medo , curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam, nomes, etc… Todos já passaram por isso.

Quando há as incorporações o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca ” se eu falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” ….. tudo isso faz parte do inicio, pois ser consciente é perfeitamente normal e não é sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do médium. E é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua participação, ‘interatividade” que é peculiar nesse ínicio, ocorre maior incidência de uma interferência do médium, sobrepondo a da entidade. Porém, com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência, inclusive de sua propria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou conduzir numa consulta.

Muitas pessoas desistem no ínicio, por não aceitar sua consciencia e não conseguir trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade. De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo. E para a Umbanda a afinidade e sintônia nas incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes, equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender que haverá sim erros, o seu sobrepor a propria entidade, o animismo, porque faz parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser pemitido ao estarem sob influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado pelo dirigente e guias chefes da casa.

Quando passamos a entender certos processos, eles passam a nos soar mais familiares, a parecer mais simples e natural, nem nos causar mais tanto medo e insegurança, principalmente se temos a oportunidade de estar em contato com outros que passam o mesmo ou parecido com o que passamos. Assim criamos mais segurança e vencemos o medo do desconhecido.

Não se apresse, não se precione , nem permite que outros façam isso. Cada pessoa tem seu tempo, pois não envolve somente “abertura de canais mediunicos”, mas o emocional e o psicológico precisam estar bem também, para que tudo ocorra de forma salutar, que traga alegria, leveza e satisfação…e não mais agonia, desespero, medo e insegurança…. Tente aproveitar com serenidade, leveza e amor as vibrações que você sente dos seus guias, esse é um momento único na vida de qualquer pessoa.

- Retirado do texto de A. Araújo



Falando Sobre Umbanda

Falar sobre Umbanda parece fácil, mas não é pois a Umbanda tem uma sistemática própria, é uma ciência independente e complexa, embora na Umbanda, a premissa seja de que quanto mais simples melhor.






Iniciamos portanto esclarecendo que a palavra Umbanda deriva de um mantra, AUM-BAN-DAN, que significa, CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS.
Umbanda é Filosofia, Ciência, Arte, Religião que unindo-se ao Amor e à Sabedoria, reúne todas estas áreas numa só força integrada.


Não existem registros por mais que os tenha buscado, que a Umbanda tenha existido em outro solo que não fosse o Brasileiro, portanto, podemos também dizer que a Umbanda é uma religião brasileira em suas origens.


A Umbanda tem o objetivo principal de RELIGAR o homem a Deus, trazer de volta para dentro da humanidade aquela parcela perdida por décadas de embrutecimento espiritual, despertar consciências sem agredi-las, para que se sintam mais felizes na pratica da fé e da caridade.


Por isso, as entidades que trabalham da Umbanda, sob a forma de Caboclos, Pretos Velhos e Crianças, trazem tanta sabedoria e paciência, na esperança de elevarem cada vez mais nossos espíritos combalidos.


Os Caboclos são símbolos da força e determinação, da força direcionada e usada de forma correta, trazem a sabedoria através do conselho e da elevação moral, e que hoje, utilizam uma forma mais simples para trazer sua mensagem e ajuda.
Os Pretos Velhos representam a sabedoria na forma de experiência, paciência e calma de quem viveu muito e muito tem a dizer, trazem os ensinamentos de humildade adquirida através de grandes provas e sofrimentos.
As crianças que representam a sabedoria simples, singela, meiga, a pureza de atitudes e sentimentos.


Através das formas tão comuns, os espíritos da Umbanda procuram direcionar seu trabalho, tornam-se formas fáceis de serem compreendidas e assimiladas pois estas formas nós mesmos as vivenciamos.


A Umbanda acredita e cultua uma única Divindade Suprema, Deus, Onipotente por Sua Suprema Vontade e poder, mas também Onipresente, porque está em todos os lugares através de suas hierarquias, e ainda Onisciente porque não há realidade que Ele não conheça, porque para Ele não há limites.


Assim como acreditamos em Deus, a Umbanda acredita na existência dos espíritos, dentre eles nós mesmos aqui encarnados. Acredita a Umbanda que o espírito não morre, é eterno, que não somos perfeitos, mas que através da fé e da prática da caridade pura, temos infinitas possibilidades de aperfeiçoamento, se assim o desejarmos.


Embora não sendo católica a Umbanda é cristã, pois tem Jesus Cristo como regente supremo, e o uso das imagens de santos católicos é apenas na tentativa de tornar concreto e palpável uma entidade que não conhecemos, e até mesmo, as imagens facilitam o entendimento daqueles que não conseguem imaginar um Ser Espiritual sem lhes atribuir uma forma humana.
A Umbanda tem ciência das sucessivas encarnações como forma de evolução dos seres espirituais viventes no planeta.

A idéia de que convivemos com outros planos de existência além do nosso Plano Físico, que nos fornece conhecimentos objetivos (que nos da o saber), comprovado pelos cinco sentidos objetivos, e através do Plano espiritual sabemos da existência de outros plano de evolução nos quais existem outras existências, das quais só temos um conhecimento subjetivo, fornecido pelo sentir, comprovado pelo sentido da intuição.


Devemos o mais rápido possível buscar o conhecimento que visa fazer uma integração entre o saber científico e o sentir natural do homem, de forma que venha a tirá-lo desta letargia e venha a integrar-se num futuro próximo em partes iguais, o saber objetivo com o sentir intuitivo.
Para conseguir isso deverá harmonizar-se com seus três sistemas vitais:físico, emocional e espiritual. Obtendo através da leitura, da meditação e da canalização com as entidades superiores que estão a espera para ajudar a todo aquele que precisar e solicitar ajuda.


Mas, é essencial sentir antes que saber, porque se nós não estamos sentindo as forças criadoras nos vários planos de existência e seu desenvolvimento, nós nunca poderemos comprová-las ou mesmo justifica-las, aproveita-las, desenvolve-las, dirigi-las ou intervir nelas, em benefício da nossa evolução para planos superiores, conseguindo com mais facilidade corrigir os nossos desvios e viver uma vida mais consciente, calma e segura, em outras palavras, alcançar o equilíbrio e a harmonia interior que todo ser deve almejar para continuar sua escalada evolutiva.


Os guias da Umbanda tem extrema afinidade e conhecimento das manipulações de elementos da natureza e processos magísticos, motivo pelo qual possuem toda uma variedade de recursos, como o uso do fumo, das velas, pontos riscados, guias, banhos, defumações, etc.
Muitas vezes esses fatores são vistos como um atraso religioso, mas na verdade escondem uma grande riqueza de conhecimento que transcendem o nosso alcance, a não ser que nos dediquemos a estudá-la, compreende-la e aceita-la na sua aparente simplicidade.


Um fator muito importante é que a Umbanda aceita todas as religiões, pois no seu entendimento tudo o que elevar a Deus com propriedade e de uma forma saudável, é como Ele, perfeito.
A Umbanda nada mais é que um retorno à simplicidade em cultuar a Deus, em aceita-Lo como algo do qual também fazemos parte pois somos a sua centelha divina, em vermos a manifestação dos espíritos, a manifestação dos nossos mentores espirituais, os nossos guias.


O ser humano é, por natureza, um ser religioso, na ausência de uma religião, tende a sentir-se vazio, desmotivado e fragilizado e, por isso, muitas vezes se entregam a vícios que o depreciam.
A religiosidade refreia os instintos e desperta nas pessoas a reflexão, pois as induz a pensar nas conseqüências de seus atos antes de cometê-los. A religiosidade significa a vivencia dos princípios Divinos que regem a criação desde que Deus deu origem a tudo e é religioso aquele que cultiva a fé em Deus, amor à Sua criação Divina, respeito por todas as criaturas e um sentimento de fraternidade permanente com seus semelhantes, não importando as diferenças e muito menos a religião que praticam, pois acima de tudo o segredo da fé incondicional é VIVENCIAR equilibradamente todos os momentos de nossa vida com harmonia.


Religião é a viga mestra de toda uma estrutura destinada a direcionar os seres e congrega-los em torno de Deus, que dá sustentação a todos nós.


Até os dias de hoje o homem procura uma resposta para a velha pergunta, QUEM É DEUS, e isso comprova que por mais sábio que seja o homem ou uma religião, jamais conseguirá penetrar em Seus Mistérios.
Mas na Umbanda descobrimos que Deus em Sua essência, é de simples compreensão, Ele não está inacessível, distante, ele tem morada dentro de nós, somos a sua centelha divina, vive aqui mesmo e aí podemos entender e compreender a Sua grandeza de uma maneira muito simples, Ele faz parte da sua família, é mais um membro quando você O ACEITA.


E assim, são também os nossos guias protetores, os guardiões da natureza,a vida se torna mais bela quando os aceitamos com extremoso amor, reconhecemos seus ensinamentos e os colocamos em prática no nosso dia a dia, pois de nada adianta dizer que se é um religioso se não praticarmos os ensinamento oferecidos por eles a começar pela família e alastrando-se por tudo e todos que nos cercam, isto dentro da Umbanda é ser CRISTÃO e respeitar a DEUS PAI, DEUS MÃE, DEUS FILHO, DEUS LUZ.


A Umbanda nos ensina, preparando-nos para a escalada, na senda do aperfeiçoamento espiritual (Escada Universal), isto quer dizer, ¨EVOLUÇÃO¨.
Buscamos na Umbanda conforto, iluminação, paz, equilíbrio, bem estar espiritual. Nas doutrinas umbandistas ouvimos a palavra de Deus, através das manifestações das entidades que buscam o burilamento (aperfeiçoamento) de nossas capacidades, de nossa espiritualidade, o comportamento correto, justo de nossas atitudes para conosco e para com os nossos semelhantes.


A Umbanda simples, sem misturas, transparente ensina o livre arbítrio, como usá-lo e como respeitar o dos outros; nos ensina a amar e respeitar nosso Deus Pai e que as entidades que manifestam-se em seus terreiros são divinos que buscam neste contato, realizarem em seus trabalhos caridosos através dos passes energéticos, aconselhamentos, orientações, a burilarem suas próprias evoluções espirituais.


Aprendemos com a Umbanda a cromoterapia, nas cores das guias, nas cores de suas vestimentas mesmo que simbolicamente só o branco é recomendado; para os estudiosos, o branco é a união das 7 cores.


Encontramos na numerologia: o nº 1, o Líder, o pioneiro, o início de tudo; o nº 2, a dualidade, o Pai e Mãe, o masculino e feminino, a matéria e o espírito; o nº 3 o Pai e a Mãe, portanto o Filho ( a criação) e assim sucessivamente, enfim, a construção do Universo na mais perfeita ordem.


Encontramos o REIKI nos trabalhos com os passes magnéticos emitidos pelas entidades através dos médiuns incorporados, a CURA PRÂNICA, TOQUE QUÂNTICO nas imantações de descarrego.


Desenvolvemos todo um etérico aí encontramos os ANJOS, anjos da guarda de cada ser. Não faça confusão, não tem nada a ver com as entidades (espíritos desencarnados) que incorporam nos médiuns. São seres divinos que se manifestam nos elementos naturais e tem o compromisso de também nos auxiliarem nesta existência terrena a prestarem seus serviços na Dimensão Cósmica e Fraternidade Branca também,assunto a ser tratado em Os Anjos Cabalísticos, em breve.


A Umbanda é Universal, tem suas raízes nas religiões indígenas, africanas e cristãs (cristianismo), mas incorporou conhecimentos religiosos universais pertencentes a muitas outras religiões.
A verdadeira Umbanda não ensina nem obriga a seus adeptos a idolatria (adoração de ídolos) e nem a Iconolatria (adoração de imagens), mas respeita o livre-arbítrio comportamental da fé e da crença de cada indivíduo.
Necessita de um altar com seus respectivos símbolos para demarcar o lugar sagrado para seus adeptos realizarem seus rituais e assim direcionarem suas rezas, suas orações, suas invocações.


A Umbanda reverencia a Deus, sem nunca esquecer que para chegar a Ele, necessitamos clamar ao Filho e depois aos outros divinos.
A religião Umbanda não é preconceituosa, não discrimina, não separa, apenas oportuniza a cada indivíduo buscar sintonizar-se, religar-se a Deus, alinhar-se, ajustando-se em sua essência real e absoluta a tomar uma postura correta, justa, nobre e rica diante do Universo.
O umbandista deve viver a sua religiosidade, acreditar em tudo, respeitar tudo e a todos com a humildade que é peculiar na premissa Umbandista, FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE.

Falar sobre a Umbanda por mais que se diga ainda ficará muito a se dizer, é um vasto caminho de aprendizado, quando alguém conseguir falar tudo ou pensar que falou tudo, ainda assim terá muito mais a falar, porque estamos constantemente aprendendo com nosso guias espirituais.
Em meu presente relato foi tudo o que aprendi e o que estou aprendendo e irei aprender muito mais. O que hoje posso dizer é que eu vivo, respiro, entendo, compreendo e aceito a minha Umbanda Universal, muito querida.
Até um breve encontro, onde continuarei a repassar aquilo que vivenciei até o dia de hoje.

Hoje agradeço a Umbanda e a Pai Benedito d'Angola por essa Espiritualização tão centrada que eu me encontro...

Que Deus abençoe a todos... Saravá Umbanda!!!

UMBANDA


   Ao falarmos de Umbanda, devemos antes alertar ao leitor que não se trata de uma sessão de bruxaria ou sascrifícios animais conforme muitos pensam ou já ouviram falar.

Nascida com o propósito dirimir os confrontamentos religiosos e praticar o bem sobre todas as coisas, dando a todos sem distinção de classe social a chance de resgatar suas faltas nesta vida, a Umbanda nasceu sobre a luz dos princípios cristãos, utilizando as forças da natureza, chamadas de Orixás e Guias para nos ajudar. Nela trabalhamos com os elementos da Natureza:

.: Fogo - através das luzes das velas
.: Ar - através dos defumadores, charutos e cigarrilhas
.: Água - através dos rios, igarapés e do mar
.: Terra - através das matas, plantas, flores e frutas.

Os irmãozinhos menos avisados, costumam chamar de Casa, Templo ou Terreiro de Umbanda um local onde há sacrifícios de animais. Isto é um equívoco (vide a história da criação abaixo). Este é o ponto forte de discórdia, pois muitos presidentes de centros espíritas ou chefes de terreiro que advém de outras formações religiosas misturam aos rituais sagrados da Umbanda práticas proibidas em nossa religião. Para amenizarem o problema, muitos passam a "colorir" a religião, chamando-a de Umbanda Branca, Umbanda isso ou aquilo. Queridos irmãos a feijoada deve ser com feijão preto, se assim não for não poderá ser chamada de feijoada, deu para entender?

Cabe-nos salientar, mais uma vez, que você, leitor, não precisa concordar com nada que falo, pois sou apenas o assistente de pedreiro nesta obra do Pai.

Tentarei mostrar como uma religião que pratica o bem, pode ajudar aqueles que necessitam. Digo sempre a todos, que não importa a sua religião, pois religião é como um time de futebol, cada um de nós tem o seu. Todos os caminhos levam a Deus. O atalho é a Caridade.

Mas vem a pergunta, por que motivo usam o nome da Umbanda para simbolizar os cultos africanos, chamados afro-brasileiros se estes não são Umbanda? A Umbanda não é afro-brasileira, é brasileira, nascida em Niterói! (vide a história da criação abaixo)

Por conta de muitos irmãos, espíritas preconceituosos, que não davam oportunidade de fazer a caridade aos espíritos dos índios, escravos e demais trabalhadores do além, em suas religiões é que os irmãozinhos, para serem aceitos em casas espíritas de caridade, tinham que se transfigurar em médicos ou importantes figuras intelectuais, que verdadeiramente foram, para poderem fazer a caridade nestas casas. Não confunda isso com camuflagem ou má fé. Todos devemos fazer a caridade para evoluirmos, pois é através dela que iremos conhecer o verdadeiro amor ao próximo.

Jesus foi o mais humilde de todos os espíritos e tinha como profissão carpinteiro. José idem e Maria, dona de casa. E os menos afortunados intelectualmente? Não devemos confundir, banco de escola com experiência de vida. É mais fácil conhecermos uma pessoa que não sabe assinar o próprio nome e é sábia que aqueles irmãos cheios de bolor moral que nada fazem para ajudar o próximo, mas são cheios de títulos, fazendo questão de serem apresentados pelo seu pedigree profissional ou familiar. Jesus não nos ensinou isto, pelo contrário: expulsou os vendilhões do templo e discutiu diversas vezes com os farizeus.

E a caridade cristã, a humildade e o amor incondicional? A vaidade comeu estas virtudes nos irmãos de pouca fé!

Como o Brasil é a pátria do Evangelho, psicografado em muitos livros por diversos espíritos, não caberia aqui a segregação espiritual, haja vista os tempos da escravidão.

Antes de iniciarmos a linda história da Umbanda, gostaria de deixar claro que a denominação Macumba, muitas vezes associada a Umbanda, foi associada as práticas religiosas praticadas pelos homens e mulheres da etnia Bantu (África), que evocavam os mortos e os antepassados de suas tribos aqui no Rio de Janeiro. Até hoje, este termo é usado pejorativamente pelos irmãozinhos de outras religiões para classificar as práticas religiosas espíritas ditas não apoiadas sobre uma doutrina cristã. Contudo, cabe ressaltar que as bases crísticas e morais são a fundação da Umbanda.

Não sei quanto as outras religiões, mas nós da Umbanda não ficamos chateados com este termo, é apenas prova do desconhecimento de alguns irmãos, que como papagaios, imitam uns aos outros sem ao menos saber onde o galo cantou.

Quando o caboclo Sete Encruzilhadas veio a Terra orientar ostrabalhos utilizando estes elementos e as forças da Natureza trouxenos a luz o contexto de nossa Terra:

".... Torna-se imperioso, antes de ocuparmo-nos da Anunciação da Umbanda no plano físico sob a forma de religião, expor sinteticamente um histórico sobre os precedentes religiosos e culturais que precipitaram o surgimento, na 1ª década do século XX , da única e genuína Religião Brasileira.

Em 1500, quando os portugueses avistaram o que para eles eram as Índias, em realidade Brasil, ao desembarcarem depararam-se com uma terra de belezas deslumbrantes, e já habitada por nativos. A estes aborígenes os lusitanos, por imaginarem estar nas Índias, denominaram de índios.

Os primeiros contatos entre os dois povos foram, na sua maioria, amistosos, pois os nativos identificaram-se com alguns símbolos que os estrangeiros apresentavam. Porém, o tempo e a convivência se encarregaram em mostrar aos habitantes de Pindorama (nome indígena do Brasil) que os homens brancos estavam alí por motivos pouco nobres. O relacionamento, até então pacífico, começa a se desmoronar como um castelo de areia.

São inescrupulosamente escravizados e forçados a trabalhar na nóvel lavoura. Reagem, resistem, e muitos são ceifados de suas vidas em nome da liberdade. Mais tarde, o escravizador faz desembarcar na Bahia os primeiros negros escravos que, sob a égide do chicote, são despejados também na lavoura. Como os índios, sofreram toda espécie de castigos físicos e morais, e até a subtração da própria vida.

Desta forma, índios e negros, unidos pela dor, pelo sofrimento e pela ânsia de liberdade, desencarnavam e encarnavam nas Terras de Santa Cruz.

Ora laborando no plano astral, ora como encarnados, estes espíritos lutavam incessantemente para humanizar o coração do homem branco, e fazer com que seus irmãos de raça se livrassem do rancor, do ódio, e do sofrimento que lhes eram infligidos.

De outra parte, a igreja católica, preocupada com a expansão de seu domínio religioso, investe covardemente para eliminar as religiosidades negra e índia. Muitas comitivas sacerdotais são enviadas, com o intuito "nobre" de "salvar" a alma dos nativos e dos africanos.

Os anos sucedem-se. Em 1889 é assinada a "lei áurea". O quadro social dos ex-escravos é de total miséria. São abandonados à própria sorte, sem um programa governamental de inserção social. Na parte religiosa seus cultos são quase que direcionados ao mal, a vingança e a desgraça do homem branco, reflexo do período escravocrata.

No campo astral, os espíritos que tinham tido encarnação como índios, caboclos (mamelucos), cafuzos e negros , não tinham campo de atuação nos agrupamentos religiosos existentes.

O catolicismo, religião de predominância, repudiava a comunicação com os mortos, e o espiritismo (kardecismo) estava preocupado apenas em reverenciar e aceitar como nobres as comunicações de espíritos com o rótulo de "doutores".

Os Senhores da Luz (Araxás, Orixás), atentos ao cenário existente, por ordens diretas do Cristo Planetário (Jesus) estruturaram aquela que seria uma Corrente Astral aberta a todos os espíritos de boa vontade, que quizessem praticar a caridade, independentemente das origens terrenas de suas encarnações, e que pudessem dar um freio ao radicalismo religioso existente no Brasil.

Começa a se plasmar, sob a forma de religião, a Corrente Astral de Umbanda, com sua hierarquia, bases, funções, atributos e finalidades.

Enquanto isto, no plano terreno surge, no ano de 1904, o livro Religiões do Rio, elaborado por "João do Rio", pseudônimo de Paulo Barreto, membro emérito da Academia Brasileira de Letras.

No livro, o autor faz um estudo sério e inequívoco das religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro, àquela época, capital federal e centro socio-político-cultural do Brasil. O escritor, no intuito de levar ao conhecimento da sociedade os vários segmentos de religiosidade que se desenvolviam no então Distrito Federal, percorreu igrejas, templos, terreiros de bruxaria, macumbas cariocas, sinagogas, entrevistando pessoas e testemunhando fatos.

Não obstante tal obra ter sido pautada em profunda pesquisa, em nenhuma página desta respeitosa edição cita-se o vocábulo Umbanda, pois tal terminologia era desconhecida.

Foi então que em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, Niterói -RJ, foi surpreendida por uma ocorrência que tomou aspectos sobrenaturais: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e declarou: "amanhã estarei curado".

No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava 17 anos de idade e preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha.

A medicina não soube explicar o que acontecera.

Os tios, sacerdotes católicos, colhidos de surpresa, nada esclareceram. Um amigo da família sugeriu então uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa. Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem levantou-se, dizendo:"aqui está faltando um flor", e saiu da sala indo ao jardim, voltando logo após com uma flor, que depositou no centro da mesa.

Esta atitude insólita causou quase que um tumulto. Restabelecidos ostrabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios. Foram convidados a se retirarem, advertidos de seu estado de atraso espiritual.

Novamente uma força estranha dominou o jovem Zélio e ele falou, sem saber o que dizia. Ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dostrabalhos a não aceitarem a comunicação daqueles espíritos e do porquê em serem considerados atrasados apenas por encarnações passadas que revelavam. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura. Um médium vidente perguntou:

"Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados ? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz ? E qual o seu nome irmão ?

E o espírito desconhecido falou: "Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados. O vidente retrucou: "Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto" ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse: "cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei".

No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.

Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra , poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social. A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00h às 22:00h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA - Manifestação do Espírito para a Caridade.

A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto. Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes alí presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar paralíticos. Antes do término da sessão, manifestou-se um preto-velho, Pai Antônio, que vinha completar as curas. No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.

A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo Orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.

Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Gerônimo.

Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão.Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou.

Ministros, industriais, e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos e os vendo recuperados, procuravam retribuir o benefício através de presentes, ou preenchendo cheques vultosos. "Não os aceite. Devolva-os", ordenava sempre o Caboclo.

A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda.

O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.

Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dostrabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando , ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu - RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.

Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade - RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la:

        "A Umbanda tem progredido e vai progredir.

É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo.

O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.

Umbanda é humildade, amor e caridade - esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão.

Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós ; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.

Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa.

Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura , não foi por acaso. Asssim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade.

Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares.

Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos.

Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos , numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.

Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

Zélio Fernandino de Moraes dedicou 66 anos de sua vida à Umbanda, tendo retornado ao plano espiritual em 03 de outubro de 1975.

Saravá Umbanda. Deus Seja Louvado!


Umbanda é prática da caridade. Mas caridade não é colocar as pessoas no colo e resolver os problemas delas. Caridade não é apenas consolar, mas também esclarecer. É necessário que o movimento umbandista se conscientize disso. A Umbanda coloca inúmeras ferramentas energéticas, magísticas, espirituais e conscienciais a vossa disposição. Repassem essas ferramentas. Façam com que não apenas os médiuns e integrantes da corrente conheçam as "mirongas de umbanda", mas as ensine, de forma simples e prática, para que a assistência também se beneficie, quebrando a dependência dela em relação aos guias. Umbanda é esclarecer...
 
Esclarecer também em relação ao mundo espiritual, as leis cármicas, de afinidades, etc. Esclarecer a respeito dos Orixás, da família espiritual de cada um. Tantos são os assuntos que poderiam ser ventilados dentro dos terreiros para melhor desenvolvimento das pessoas. Mas os umbandistas estão mais preocupados com os fenômenos, com a manifestação, esquecendo de se voltar para a filosofia espiritualista que está no âmago e na sustentação da religião de Umbanda.

Lembre-se: Tem coisa que nenhum passe, nenhuma magia, nenhum banho ou defumação irá resolver. Mas talvez uma boa conversa, um bom livro ou apenas uma nova visão em relação à vida possa mudar. Umbanda está cheia de milagres e encantos. Mas esses milagres e encantos são simples, acontecem a todo momento. Uma pena que a maioria dos homens e mulheres não têm olhos para ver...



       Oxalá é Jesus?



O CRISTO
O Cristo simboliza o ponto em que Deus e o Homem se tornam um só. É o símbolo da união divina. Neste ponto o homem está completamente livre da prisão da matéria e da roda das sucessivas reencarnações. Cristo e Buda possuem o mesmo significado filosófico. Sendo que um foi criado pelos extremos orientais hindus e o outro pelos místicos hebreus, que pregavam o Merkabah (carruagem) que era a carruagem que levava o homem ao encontro de Deus.
O Judaísmo sempre foi muito complexo e em sua sociedade existem várias escolas, pregando as mais diversas filosofias. Cada grupo influenciado por várias outras correntes da palestina: Mitraismo, Zoroastrismo, Osiris, Horus, Helenismo, Romanismo, Hinduismo, Gnostico, etc.... . Havia também os materialistas, os que pregavam a aplicação literal das escrituras. Entre estas escolas estão os Essênios, Fariseus e Saduceus. Cada grupo deste subdivido em vários outros subgrupos. Cada um pregando uma forma de conduta, da mais permissiva as mais revolucionarias.
Havia nas escrituras uma referencia a um Cristo, um Messias, pregado nas profecias de Daniel e de Isaias. Sobre a figura deste mítico Messias pairavam as mais diversas especulações, para uns seria um líder revolucionário que livraria os Judeus do jugo de seus inimigos Romanos e governaria o Reino de Israel de forma Justa. Para outros se tratava de um líder místico, o Buda Judaico. Provavelmente os Cristãos Primitivos nasceram desta idéia, de acordo com os Manuscritos de Quaram. Desta escola eram os Essênios e suas variantes:
Havia grupos que também acreditavam no meio termo: O Cristo Místico e o Messias Revolucionário, um rei-sacerdote, que livraria Israel de seus inimigos pela força. Indícios nos levam a crer que o Homem que ganhou o nome de Jesus, o filho do homem, de acordo com o profeta Daniel foi um líder místico de uma destas escolas e que desagradou às tendências judaicas mais permissivas e mancomunadas com os romanos, além do próprio governo romano.
Esse Homem (Jesus) é o Cristo por excelência para nós, pois é o Governador do Planeta Terra, o Logos Planetário, Espírito Puro, já chegado à condição crística, unindo-se ao Seu Deus e Criador e cooperando com Ele na obra da criação.
Tomé (o gêmeo) perguntou a Jesus como conhecer o caminho para também ser uno com Deus, ele respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem (verbo indicando que ele já está ao lado do Pai) ao Pai a não ser por mim. Isso quer dizer que o comportamento justo, digno, humanitário e social é o caminho da união com Deus. Esse mesmo caminho que tantas filosofias religiosas sérias pregam. Como a Umbanda, o Budismo, Hinduísmo, etc... Não é a religião que leva ao Pai e sim o comportamento, a postura humana que eleva o ser humano.
Na Umbanda, a figura do Cristo místico, uno com o Pai, com toda sua bagagem filosófica cristã é base essencial de sua Doutrina. Jesus é, para o Umbandista, o Filho de Deus que como Governador, Cristo Planetário da Terra, derrama de Suas mãos amorosas as 07 Vibrações Sagradas e Divinas, com suas regências e hierarquias, sobre o Planeta Terra. Ele, o Senhor Jesus Cristo, reflete diretamente sua Luz sobre a Vibração de Oxalá, que irradia a Fé e a Religiosidade no nosso Planeta. Não se deve confundir Oxalá, regente da Vibração da Fé e da Religiosidade, com Jesus, o Cristo Senhor, Divino Senhor da Luz, que muitas vezes, erroneamente, também é chamado de Oxalá.
Oxalá é o Orixá do ar e está presente em toda parte. A condição humana a que Oxalá está ligado é a sabedoria, a paciência, a paternidade. O nome Oxalá significa literalmente Senhor do Branco. Jesus e Oxalá não são a mesma Entidade. Enquanto um é a irradiação da Fé para o Planeta Terra, Jesus é o Cristo Cósmico, o Verbo de Deus, Governador do Planeta e Logos Planetário da Terra. Ele, abaixo de Deus, é o Senhor Absoluto do nosso Planeta e de todos os espíritos encarnados e desencarnados aqui existentes, conduzindo-os pelos patamares da evolução.
Sua encarnação na Terra como Jesus de Nazaré visou precisamente nos ajudar na subida dessa íngreme escada evolutiva em direção da felicidade suprema em Deus. Por isso o nosso Cristo, em Jesus de Nazaré, tornou-se nosso Mestre Divino.
A importância da filosofia cristã para a Umbanda é fundamental e está na base de suas raízes, pois nos leva ao amor e respeito a Deus, à natureza e ao semelhante, bem como a ajuda ao próximo. São atributos essenciais para o bem viver social. Isso é o que permite que, apesar da imensa variedade de vivências e formas de entender e trabalhar na Umbanda, nenhuma delas perde o essencial, que une todas em torno da sua finalidade, que é a sua essência: Caridade, equilíbrio, fraternidade e paz da religião.
Na Umbanda, religião espiritualista cristã, Jesus é o Mestre espiritual, nosso modelo de espírito consciente de suas responsabilidades e deveres para com o bem comum. É o símbolo vivo, dinâmico, da espiritualidade, e sua presença na Umbanda é vital para conhecermos o caminho, a verdade e a vida, através de sua filosofia deixada e encontrada facilmente nos Evangelhos. A Umbanda não é Catolicismo, mas é Cristã, já que a figura de Cristo é essencial aos nossos ideais espirituais de trabalho.
Jesus é o Mestre umbandista que está sempre no alto do Congá, olhando nossos trabalhos, nos ajudando e se deixando ver, para que saibamos que não estamos sozinhos e desassistidos da ajuda divina.
Salve Oxalá,
Abençoe-nos,
Jesus Cristo.
Saravá Umbanda.